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TRÂNSITO

As ruas e cruzamentos com maior número de acidentes em São Leopoldo de janeiro a maio

De janeiro a maio, somente em vias municipais foram registrados 1.214 acidentes com danos materiais e outros quatro com morte

Publicado em: 26/06/2025 às 07h:47
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De janeiro a maio deste ano, São Leopoldo registrou 1.214 acidentes com danos materiais em vias municipais (não estão contabilizados neste total as ocorrências nas rodovias que cortam a cidade, como a BR-116 e RS-240). O número dá uma média de oito acidentes por dia nas ruas da cidade e não contabilizam muitas colisões com danos materiais mais leves que acabam não sendo registradas pelos motoristas.

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João Corrêa teve mais acidentes nos primeiros cinco meses



João Corrêa teve mais acidentes nos primeiros cinco meses

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial

A Avenida João Corrêa, com 75 acidentes, é a campeã de ocorrências na cidade, seguida das avenidas Feitoria (71), Mauá (69), São Borja (65) e Henrique Bier (40). Além disso, dados do Observatório de Segurança Urbana da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Comunitária (Semusp), revelam, ainda, os cruzamentos mais perigosos no Município. A rótula da Rio Branco, que une as avenidas João Corrêa, Feitoria e São Borja lidera a lista, com 11 acidentes no período, cinco deles com feridos.

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O entroncamento da Avenida São Borja com a Rua Emílio Dexheimer, também no bairro Rio Branco, aparece em segundo lugar, com 10 acidentes, empatado com a esquina da Praça Tiradentes com a Avenida Dom João Becker, no Centro, também com 10 acidentes em cinco meses. Em terceiro lugar, aparece o entroncamento das Avenidas Henrique Bier com Atalíbio Taurino de Rezende, na Campina, com oito acidentes.

Os dados do Observatório dão conta, também, que no período, dos sete acidentes com mortes registrados na cidade, quatro foram em vias municipais, nas ruas Jacy Porto e Visconde de São Leopoldo e nas avenidas Caxias do Sul e Coronel Atalíbio de Rezende. Houve, ainda, 23 atropelamentos, um destes com óbito.

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Horários

Segundo o relatório, os horários com maior número de acidentes na cidade no período foram entre as 15 e 19 horas. De acordo com a Semusp, os principais fatores que colaboram para a ocorrência de acidentes na cidade são imperícia, imprudência e negligência, associados ao uso de celular ao volante, o desrespeito às regras e sinalização de trânsito, a alcoolemia e o excesso de velocidade.

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Em recente entrevista ao Jornal VS, o engenheiro civil e professor de Infraestrutura de Transportes na Unisinos, Fabiano da Silva Jorge analisou que imprudências, falhas mecânicas e rodovias com problemas na pista de rolamento, sinalização e geometria estão entre as muitas causas para a ocorrência dos acidentes.

“Olhar preventivo nas ações”

Em relação às ocorrências em ruas urbanas, Jorge destacou as ações como estudos de mobilidade e de trânsito como imprescindíveis, uma vez que as características dos movimentos são completamente diferentes das rodovias.

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“As possibilidades de fluxos e da necessidade de veículos, motos, ciclistas e pedestres estarem, digamos, dividindo espaços é maior e assim precisamos ter um olhar mais preventivo nas ações”, explica. “Mas, independentemente de ser rodovias ou ruas urbanas, todas estas ações educativas, preventivas e/ou corretivas só terão efeitos se todos nós usuários, estando na condição de motoristas, ciclistas ou pedestres, agirmos com prudência sempre”, destaca Jorge.

O excesso de velocidade, ingerir álcool e dirigir, desrespeitar a sinalização, uso de celular, ultrapassagens de risco, atravessar pistas em locais não apropriados, circular com bicicletas e demais meios de transporte alternativo em locais inapropriados são algumas das principais ações que potencializam em muito o risco de acidentes. O trânsito precisa da atenção e prudência de todos.

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Semusp e Guarda fazem operações

Titular da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Comunitária (Semusp), o coronel Alexandre da Rosa, explica que várias ações estão sendo feitas pela Semusp e pela Guarda Civil Municipal (GCM) para reduzir acidentes na cidade.

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Entre as diversas iniciativas para dar maior segurança no trânsito estão blitze com a orientação dos condutores, a conhecida operação Balada Segura (que busca identificar a perigosa mistura de direção e motorista alcoolizado), campanhas de conscientização como o recente Maio Amarelo e fiscalizações ostensivas nos pontos mais conflitantes da cidade.

Além disso, a Secretaria de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semurb) têm agido para dar mais fluidez no trânsito da cidade. Também os Centros de Formação de Condutores da cidade têm feito ações de conscientização, principalmente no Maio e Setembro Amarelo, com dicas para um trânsito com menos acidentes.

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“Falta muita empatia no trânsito”

Morador do bairro leopoldense Arroio da Manteiga, Márcio de Oliveira, 35 anos, convive diariamente com os riscos do trânsito na cidade e região. Há 12 anos, ele trabalha como motoboy. Neste tempo, diz contabilizar pelo menos três acidentes, o mais grave deles no cruzamento da Avenida João Corrêa com a Rua Primeiro de Março, no ano passado.

“Foi em um fim de semana. Saí para a entrega e estava descendo a Primeiro de Março quando fui atingido por um carro que vinha na Avenida e que surgiu de repente.” Da colisão, Oliveira saiu com um braço quebrado e a moto danificada. “Fiquei um mês sem poder trabalhar.”

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Segundo ele, casos de desrespeito no trânsito são comuns. “Falta muita empatia. O motorista, principalmente o que está dentro de um carro, só pensa em si mesmo, raramente consegue se colocar no lugar do outro, especialmente do ciclista, do motociclista, do pedestre.”

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