Ocorreu na tarde desta quarta-feira (29) uma coletiva de imprensa no auditório do Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS), em Porto Alegre, sobre denúncia enviada à Organização dos Estados Americanos (Oea) pedindo a responsabilização da União pela tragédia da Boate Kiss. Ao todo, 242 pessoas morreram após o incêndio na casa de festas em Santa Maria, interior do Estado, em janeiro de 2013.

Foto: MPRS
Durante a coletiva, a Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) e o Senge-RS apresentaram detalhes da documentação enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Cidh), destacando as violações de direitos humanos denunciadas pelas vítimas.
Emocionado, Flávio Silva, pai de Andrielle da Silva, uma das vítimas da tragédia, e presidente da AVTSM, disse que “se nós estamos hoje aqui, é porque violências graves aconteceram contra nós, pais e familiares (das vítimas)”.
Em setembro de 2024, a denúncia foi admitida pela Cidh, e as entidades apresentaram memoriais em 10 de janeiro de 2025. Agora, na semana que marca os 12 anos da tragédia, as partes buscam que a Comissão Interamericana reconheça a responsabilidade do Brasil pelas violações de direitos humanos.
“O réu nessa situação é a União Federal. Então ela que vai ser chamada para cumprir as medidas que a Comissão Interamericana determinar. Nossa expectativa é que o Brasil seja condenado e que partir dessa condenação, a União determine para seus órgãos internos que se adeque, faças as mudanças necessárias, processe, julgue e condene, se for necessário, os responsáveis”, disse a advogada Tâmara Biolo Soares, que conduziu a solenidade.