Dois acidentes e três mortes no intervalo de aproximadamente 3 meses chamam a atenção na BR-116. Os locais das ocorrências ficam próximos um do outro, com distância de apenas 1,1 quilômetro, ambos no trecho de São Leopoldo.

Foto: Reprodução
Na madrugada do dia 19 de março, as irmãs Bruna Vitória Silva dos Santos, 22 anos e Paula Aisa Silva dos Santos, 26, morreram quando o veículo em que elas estavam saiu da pista e invadiu uma residência. Elas trafegavam no sentido capital-interior, nas proximidades da Avenida Oitavo BC.
Na manhã deste domingo (15), um veículo Ford Ka conduzido por Maria Gersiélen Gomes Medeiros, 25 anos, supostamente aquaplanou, rodopiou e bateu em um poste. A jovem morreu na hora, enquanto uma passageira ficou ferida e foi encaminhada ao Hospital Centenário.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o automóvel trafegava no sentido capital-interior e a colisão aconteceu no quilômetro 247 da rodovia. O que chama a atenção é a pequena distância entre os locais e coincidências.
Coincidências
Entre as coincidências, ambas as colisões foram causadas principalmente pela alta velocidade dos automóveis. Além disso, os veículos trafegavam em áreas de descida, com uma mureta separando a rodovia da Avenida Getúlio Vargas.
As circunstâncias podem ter sido agravadas pelas condições. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) fez executou perícias e os laudos seguem sem data para finalização. Os dois acidentes são investigados pela Polícia Civil de São Leopoldo.
Outra casualidade é o envolvimento de quatro mulheres: as irmãs vítimas da colisão em março e duas amigas no domingo.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
Todas eram moradoras de São Leopoldo e as três vítimas foram sepultadas no município. Entretanto, enquanto a primeira colisão aconteceu com tempo seco, a segunda foi agravada pela chuva.
- CASO PRISCILA DINIZ: Idosa acusada de pagar R$ 7 mil para parente assassinar a nora será interrogada pela Justiça
Inclusive, a pista molhada agravou o segundo caso. Ao aquaplanar o impacto foi mais forte. A colisão aconteceu após a antiga passarela junto à Rua Lindolfo Collor, cerca de 300 metros após a descida da elevada da BR-116 sobre a Avenida João Correa.
Casa atingida passa por reforma
Na madrugada de 19 de março, Vânia de Fátima Reis de Oliveira acordou assustada. “Pensei que o teto havia desabado.” Ao levantar da cama, pensou no filho, mas não conseguia enxergar nada. “Virou uma nuvem de poeira dentro de casa.”

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
Na sequência, se deparou com um carro na própria sala. Vânia percebeu que as irmãs não apresentavam sinais de vida, ainda assim acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Passados cerca de 3 meses do acidente, a casa às margens do quilômetro 248 foi reformada. O muro e a parede, antes destruídos, estão mais uma vez de pé. A estrutura inclusive parece reforçada.
O que diz a Polícia?
O acidente deste domingo foi gravado por câmeras de segurança. Conforme analise preliminar das imagens, o veículo teria aquaplanado após a curva da saída da Avenida João Corrêa. Na sequência, rodopiou e bateu no poste, sobre a calçada.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
“Quem teria dado a causa foi a motorista, que estava em alta velocidade e em virtude da chuva perdeu o controle, isso fica bem claro nas imagens. Agora se teve participação ou não de um segundo veículo, participando de um racha, isso vai ser apurado principalmente com a oitiva da outra testemunha, que estava no hospital e não pode ser ouvida no momento da confecção do boletim de ocorrência”, comenta o titular da 2ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, o delegado André Serrão.
O responsável pela 2ª DP também está respondendo pela 1ª DP, que apura o acidente do dia 19 de março. Conforme Serrão, o inquérito ainda não foi concluído. “Estamos aguardando três laudos do local, que estão sendo elaborados pelo IGP.”
*Colaborou: Renata Strapazzon
LEIA TAMBÉM