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NOVO HAMBURGO

CASO PRISCILA DINIZ: Idosa acusada de pagar R$ 7 mil para parente assassinar a nora será interrogada pela Justiça

Última audiência de instrução deve decidir se os três réus vão a júri pelo homicídio de Priscila Morgana Alves Diniz, de 34 anos

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 16/06/2025 às 11h:10 Última atualização: 16/06/2025 às 15h:57
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A idosa Terezinha Diniz da Silva, de 62 anos, denunciada pelo Ministério Público como mandante do assassinato da nora, Priscila Morgana Alves Diniz, de 34 anos, participa nesta segunda-feira (16) da terceira e última audiência de instrução do processo por homicídio qualificado, no Fórum de Novo Hamburgo. A fase é decisiva para que a Justiça defina se os réus irão a júri popular.

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Audência do caso Priscila Diniz ocorre nesta segunda-feira em Novo Hamburgo | abc+



Audência do caso Priscila Diniz ocorre nesta segunda-feira em Novo Hamburgo

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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Terezinha e o sobrinho dela, Joelson Diniz, apontado como o executor do crime, chegaram ao Fórum por volta das 9h40, escoltados por policiais penais, já que ambos estão presos preventivamente desde outubro do ano passado. O terceiro réu, que responde ao processo em liberdade, chegou por meios próprios. Segundo a denúncia, ele foi o responsável por conduzir a moto utilizada no crime.

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Audência do caso Priscila Diniz ocorre nesta segunda-feira em Novo Hamburgo | abc+



Audência do caso Priscila Diniz ocorre nesta segunda-feira em Novo Hamburgo

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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Nesta audiência devem ser ouvidas as testemunhas de defesa dos três acusados, totalizando mais de 20 pessoas. Pela programação, as oitivas das testemunhas de Joelson Diniz e do comparsa dele ocorrem no turno da manhã. Já à tarde, serão ouvidas as testemunhas de Terezinha. Após as oitivas, está previsto o interrogatório dos réus. Com a conclusão dessa fase, o juiz decidirá se há elementos para que o trio vá a júri.

Priscila foi morta em frente ao restaurante da família

Priscila foi baleada na manhã do dia 12 de outubro de 2024, por volta das 6h30, ao chegar de moto ao restaurante da família, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo. Dois homens em uma moto se aproximaram, e um deles, identificado agora como Joelson Diniz, desceu do veículo, apontou uma arma para a cabeça da vítima e tentou disparar diversas vezes — ao menos nove — até que o tiro fatal fosse efetuado. Priscila foi socorrida, mas morreu dois dias depois no Hospital Municipal de Novo Hamburgo.

A hipótese de latrocínio foi rapidamente descartada, já que nada foi levado. A partir disso, a Polícia Civil conduziu uma investigação que apontou a sogra como a mandante do crime. No dia 21 de outubro, Terezinha e o filho dela (marido da vítima) foram presos temporariamente. Cerca de 40 dias depois, o viúvo foi solto após a Polícia Civil concluir que ele não teve qualquer participação no crime e sequer tinha conhecimento do plano.

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Para MP, sogra pagou R$ 7 mil para matarem Priscila

Segundo o Ministério Público, Terezinha Diniz da Silva pagou R$ 7 mil ao sobrinho Joelson para executar a nora. Parte do dinheiro foi usada por Joelson para contratar um comparsa, que ficou responsável por pilotar a moto no dia do crime. A denúncia, apresentada em dezembro de 2024, detalha ainda que a vítima sofreu intenso sofrimento psicológico, já que a arma do assassino falhou várias vezes antes de disparar.

O promotor que assina a denúncia apontou diversas qualificadoras ao homicídio: feminicídio, motivo torpe, paga por recompensa, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. “O crime foi cometido por motivo torpe, em retaliação a desentendimentos entre a acusada e a vítima, relacionados à administração do restaurante”, destaca o MP.

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