Uma grande nuvem de poeira, formada por um ciclone que atingiu a Patagônia argentina na última segunda-feira (17), avançou pelo leste da Argentina, atingiu o Uruguai e chegou à costa do Sul do Brasil com muito baixa densidade.
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Foto: Reprodução/MetSul/Zoom Earth
Considerado incomum pela intensidade e extensão, o fenômeno provocou um céu acinzentado e condições semelhantes a neblina em Montevidéu e cidades do litoral uruguaio na terça-feira (18). O Instituto Uruguaio de Meteorologia (Inumet) chegou a alertar que a presença de partículas na atmosfera poderia gerar “redução de visibilidade e tonalidade cinzenta no céu”, especialmente em áreas próximas ao mar.
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Na Argentina, cidades como Mar del Plata, Necochea e Tandil, na província de Buenos Aires, amanheceram ontem sob uma camada de poeira. Moradores relataram redução de visibilidade e uma fina película de partículas sobre veículos e janelas.
Segundo a MetSul Meteorologia, a nuvem se formou após fortes rajadas de vento, que chegaram a 150 quilômetros por hora em Comodoro Rivadavia e, conforme dados de medições não oficiais de áreas petrolíferas, excederam 200 quilômetros por hora.
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“Transportada por correntes de vento associadas a um potente ciclone extratropical no Atlântico Sul, a poeira avançou pelo Atlântico com a circulação ciclônica. Atingiu a província de Buenos Aires, avançou sobre o Sul e o Leste do Uruguai e passou pela costa gaúcha hoje cedo”, explica a meteorologista da MetSul, Estael Sias.
Nuvem de poeira no RS
A nuvem de poeira passou pela costa do Rio Grande do Sul já mais dispersa e muito pouco densa, quase imperceptível. No litoral norte gaúcho, com aberturas de sol no meio da manhã desta quarta-feira (19), era possível ver o céu azul com aspecto acinzentado devido à presença da poeira em altitude e não em superfície.
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“Normalmente, no Rio Grande do Sul material particulado que chega ao estado vem de Norte, a fumaça das queimadas na Amazônia e do Centro-Oeste que quase todos os anos é transportada por correntes de jato em baixos níveis para o território gaúcho. Já material particulado vir de Sul é extremamente incomum”, destaca a especialista.