A chuva esperada durante a passagem de um ciclone extratropical deve resultar nos maiores volumes dos próximos dez dias. Essa projeção da meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia, indica que especialmente a metade norte gaúcha deve registrar volumes perto ou acima de 100 milímetros entre sexta (7) e sábado (8).
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Foto: MetSul
Onde o ciclone vai se formar
O sistema vai se originar a partir de uma área de baixa pressão em médios e altos níveis da atmosfera (baixa segregada ou fria) que cruzará os Andes e avançará em direção a Argentina, onde devem ser registrados temporais fortes a severos entre o fim da tarde de quinta (6) e a manhã de sexta em várias províncias.
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Qual o dia mais perigoso no Rio Grande do Sul?
Após passar pela Argentina, a baixa pressão vai se aprofundar e começar a formar o ciclone na sexta, quando se intensificará sobre o Estado. Este será o dia mais crítico no território gaúcho, com chance de chuva intensa e volumosa, temporais fortes a severos e muito vento.
A meteorologista esclarece que são possíveis acumulados de 75 mm a 150 mm em apenas 24 horas, o que vai trazer alagamentos e inundações em partes do RS.
Os dados analisados nesta segunda indicam que a baixa pressão ingressaria na manhã de sexta pelo oeste e noroeste, na região de São Borja, cruzando a metade norte do Rio Grande do Sul no decorrer do dia. O centro do sistema estará na altura de Porto Alegre e da Serra à tarde, e na costa do litoral norte e sul de Santa Catarina à noite.
Além da instabilidade, há chance de temporais com granizo de variados tamanhos, vendavais e raios. Neste dia, é muito elevado o risco de chuva volumosa do centro ao norte gaúcho, sobretudo entre o centro, os vales, grande Porto Alegre, Serra e litoral norte.