O Rio Grande do Sul deve enfrentar uma mudança no tempo no começo da semana com a formação de um ciclone extratropical na costa gaúcha. O sistema será resultado de uma área de baixa pressão que avança do Nordeste da Argentina para o território gaúcho entre segunda (8) e terça-feira (9), provocando instabilidade, retorno da chuva e aumento do vento em algumas regiões.

Foto: MetSul
Apesar da atenção ao fenômeno, a previsão indica que não se trata de um ciclone intenso. Segundo a MetSul Meteorologia, não há expectativa de vento muito forte ou de cenário de grande preocupação, como já ocorreu em outras ocasiões mais graves no Estado. A tendência é de um evento de menor intensidade, ainda que com impactos localizados no sul, região de Pelotas, e no leste gaúcho, área metropolitana.
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Quando a chuva volta ao Rio Grande do Sul
Os primeiros sinais da mudança devem aparecer já no fim de semana, com aumento da nebulosidade e chuva irregular. No domingo (7), a instabilidade começa de forma isolada em pontos do estado e se intensifica no oeste, região de Uruguaiana e das Missões, ao longo do dia, marcando o início de um período de tempo mais fechado.
Na segunda-feira, a chuva deve atingir grande parte das cidades gaúchas, com intensidade moderada a forte em alguns pontos. Há possibilidade de volumes próximos ou acima de 50 mm em determinadas áreas, embora a precipitação não deva ser forte em todo o RS. Também existe risco de temporais isolados, mas sem um quadro de tempo severo generalizado.
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Vento, mar e a passagem do ciclone
Com o ciclone mais próximo da costa, as rajadas de vento devem se concentrar no sul e no leste do Rio Grande do Sul no fim da segunda e durante a terça-feira. Em média, os ventos podem variar entre 50 km/h e 70 km/h, com picos próximos ou na casa dos 80 km/h em alguns pontos.
O vento mais forte deve ocorrer principalmente no litoral sul e médio, com destaque para áreas entre Rio Grande e Mostardas. Mesmo com a circulação ciclônica sobre o mar, a previsão não aponta uma condição extrema, e o sistema deve perder força gradualmente ao se afastar do continente ao longo da quarta-feira (10).
Ar frio chega, mas sem grande intensidade
Em geral, ciclones extratropicais no litoral durante junho costumam trazer massas de ar frio mais intensas, mas desta vez isso não deve acontecer. O ar frio associado ao sistema será fraco, o que ajuda a explicar também a ausência de vento mais intenso e de uma queda brusca nas temperaturas.
Com isso, a próxima semana deve ter noites frias, mas dentro do esperado para esta época do ano. As tardes tendem a seguir agradáveis, enquanto o tempo firme deve predominar a partir de quarta-feira, quando a área de baixa pressão se afasta e a pressão atmosférica volta a subir sobre o Estado.