A virada do mês será de formação de mais um ciclone extratropical no continente. E apesar do enorme e raro centro de alta pressão atmosférica no Atlântico Sul funcionar como uma espécie de barreira a efeitos maiores do sistema, o Rio Grande do Sul será impactado por rajadas fortes de vento entre o domingo (31) e a segunda-feira (1º).
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Foto: MetSul Meteorologia
A meteorologista da MetSul Estael Sias explica que o impacto se dará mais por vento do que por chuva, mas a tendência é que o tempo desestabilize em pontos da metade oeste no domingo. No restante do Estado, o predomínio será de sol.
Na segunda, parte do dia ainda terá chuva em locais do oeste, e a instabilidade avança para o sul, atingindo ainda de forma isolada outras áreas.
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“O efeito maior será vento, mas antecipamos que não são esperadas rajadas tão intensas como no ciclone no fim de julho e o registrado dias atrás. Fator determinante para o vento será o contraste de pressão entre o potente centro de alta pressão no Atlântico e a baixa pressão na Argentina”, esclarece a meteorologista.
Rajadas de vento
O vento se intensificará em diversas regiões gaúchas no domingo, com uma corrente de jato em baixos níveis que será organizada pela formação do ciclone na Argentina. Esta corrente de vento, com ar quente, vai avançar para o Rio Grande do Sul.
Como consequência, Estael explica que o dia será ventoso em várias regiões do RS, sobretudo no oeste e no litoral. Rajadas, em média, de 40 km/h a 70 km/h, mas em alguns pontos ao redor d 80 km/h ou pouco mais.
Na segunda-feira, o vento persiste com rajadas de 40 km/h a 70 km/h, e que atingem 80 km/h ou mais em algumas localidades, especialmente do litoral, área da Lagoa dos Patos e entorno, e a Serra. Na terça (2), setores da costa ainda devem ter tempo ventoso com rajadas de 50 km/h a 70 km/h.
Em Porto Alegre, o vento será mais sentido no final da tarde e noite de domingo e no decorrer da segunda-feira. Há possibilidade de rajadas de 40 km/h a 60 km/h, mas que pode se aproximar ou atingir 70 m/h em alguns pontos por efeito de topografia da cidade (prédios e relevo), como às margens do Guaíba e sobre os morros da capital.