Quem veraneia em Tramandaí, provavelmente já comprou um milho, água de coco ou caipirinha no Quiosque Souza, próximo ao Edifício Quebra Mar. O negócio, que está na família de Adão Souza há mais de 40 anos, é um dos mais antigos e tradicionais da beira-mar. Agora, aposentado, ele passou a administração para a filha, Darlene Batista, que toca o negócio com o apoio da mãe e do sobrinho.

Foto: Laura Rolim/GES-Especial
Segundo Souza, o quiosque já passou por três gerações. Além dele, o pai e o irmão também administraram o empreendimento. Para seguir a tradição da família, a filha decidiu que assumiria no lugar de Souza para que ele pudesse descansar.
“Agora eu só faço social. Não é mais nada comigo. Volta e meia tem alguém perguntando por mim. É difícil passar alguém aqui que não me conheça”, comenta Souza.
A história da família começou com uma caixa de isopor, quando Souza era vendedor ambulante. Depois, ampliaram o negócio para um carrinho, em que vendia picolé. Por último, passou a administrar o quiosque, que é referência para centenas de veranistas do litoral norte. Já são mais de 42 anos trabalhando na beira da praia. “Fico muito feliz de ver a filha e o neto tocando. Fica tudo em casa”, afirma Souza.
Darlene conta que não se imaginava tomando conta do negócio do pai. Na adolescência, Souza lembra que a filha fugia do serviço. “Ela não queria nem saber de quiosque. Trazia ela junto, e pedia para recolher as garrafinhas, e logo ela vinha com uma desculpa: ‘ai pai, estou com dor de cabeça’”, brinca.
“Ele estava muito cansado, até porque são 40 anos. Decidi ajudar para dar continuidade, já que é da família”, comenta Darlene. Neste verão, ela completa dois anos à frente do quiosque. “Tem dado certo. Tá sendo uma experiência nova, desafiadora. Pretendo continuar e trazer melhorias para cá”, garante.
Para a mãe, Geni Batista, 68 anos, trabalhar em família é muito bom. “Às vezes dá um stress, mas é aqui. Ninguém leva para casa. E trabalhar em família é bom porque podemos nos xingar”, brinca a aposentada, que segue trabalhando no quiosque com a filha. “Trabalhei muito tempo na frente atendendo. Mas agora comando a cozinha”, afirma.
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