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SERRA GAÚCHA

Conheça o café e armazém da região que conquistou mais clientes após ganhar destaque no The New York Times

Estabelecimento é um negócio familiar localizado em um casarão histórico de 1949

Publicado em: 27/02/2025 às 21h:13 Última atualização: 28/02/2025 às 06h:39
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Um encantador casarão de madeira, pintado em um vibrante azul cobalto, destaca-se no primeiro bairro de Nova Petrópolis, Linha Olinda. No entanto, sua beleza não é a única razão pela qual o local atrai a atenção de quem passa. O prédio abriga o estabelecimento da família Ruchel, comerciantes que se tornaram conhecidos na região após sua trajetória ser destaque em um dos jornais mais influentes do mundo: o The New York Times.

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Vó Hertha Café e Armazém fica em Nova Petrópolis | abc+



Vó Hertha Café e Armazém fica em Nova Petrópolis

Foto: Susi Mello/GES-Especial

O estabelecimento Ruchel da Vó Hertha – Café e Armazém teve sua história publicada no final do ano passado, gerando grande repercussão na imprensa local e atraindo visitantes em busca de simplicidade, contato com a natureza e, especialmente, de uma gastronomia capaz de despertar os sentidos. Após quase três meses da visita do repórter Seth Kugel ao Rio Grande do Sul, onde ele cobriu localidades como Antônio Prado, Nova Petrópolis, Lajeado, Imigrante e Gramado, a família Ruchel tem intensificado seus investimentos em um cardápio que inclui lanches e pratos para o almoço, visando atrair ainda mais turistas.

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Entre as delícias oferecidas, destacam-se sanduíches elaborados com pão caseiro, queijo colonial e salamito, além de uma versão com linguiça fervida e o tradicional “cacetinho”. Neste mês de fevereiro, a grande novidade é um pastel feito com receita própria, recheado com linguiça, tomate e queijo colonial. A ideia partiu de Helena, filha dos proprietários, Édio e Hertha Ruchel.

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Helena, sócia-proprietária do espaço, se inspirou ao experimentar um pastel similar em outra cidade e decidiu criar uma versão ainda mais saborosa. Após diversas tentativas, ela chegou à receita que agrada ao paladar dos clientes. Desde então, além do café coado e dos sucos naturais preparados na hora, o lanche tem conquistado consumidores de diversos lugares: visitantes da própria cidade, da região metropolitana, de outros estados brasileiros e até de países como Portugal.

Vó Hertha Café e Armazém: Edio, Hertha e Helena Ruchel, com o novo pastel | abc+



Vó Hertha Café e Armazém: Edio, Hertha e Helena Ruchel, com o novo pastel

Foto: Susi Mello/GES-Especial

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Na dia 17 de fevereiro, um casal esteve na Vó Hertha. Os dois, ele do Rio de Janeiro e ela de Portugal, fotografaram cada detalhe do local, imersos na nostalgia ao encontrar objetos antigos na decoração, sem deixar de lado a degustação das iguarias feitas no casarão, que existe desde 1949.

Veja o vídeo

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A origem do casarão

Embora funcione como um café, o espaço preserva suas origens de armazém, facilitando a compra de alimentos e utensílios essenciais para a comunidade local, especialmente devido à distância do centro da cidade. Uma placa em destaque exibe o nome de Hertha, mãe de Helena. “Minha mãe sempre trabalhou muito, e decidimos homenageá-la dando seu nome ao espaço”, conta Helena.

Dona Hertha e Helena revezam-se nas atividades da cozinha e no atendimento ao público, enquanto Édio se envolve com o abastecimento dos produtos, o serviço de bebidas nas mesas e, é claro, diverte clientes interessados em ouvir histórias pitorescas sobre a trajetória do espaço.

O prédio foi inaugurado em 1949 como um salão de baile. “Meu pai comprou o imóvel em 2003. Ele foi alugado para que outra pessoa abrisse um armazém. Em 2009, decidimos administrar o armazém por conta própria e, em abril de 2024, iniciamos o café”, explica Helena.

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Para Édio, a conexão com o prédio remonta à sua infância. Ele passava momentos ali assistindo TV, jogando bolão e conversando com os vizinhos sobre os desafios do bairro. As memórias do antigo salão de baile ainda permeiam o ambiente. Com mesas de madeira e um freezer vintage, os visitantes são recebidos por uma grande coroa de flores pendurada no forro. Uma curiosidade intriga a todos: as garrafas de cerveja.

Em um desafio dos bailes, homens costumavam formar torres humanas para alcançar as garrafas, cada uma marcada com um número. A “premiação” para quem conseguisse pegar a garrafa era a quantidade de cervejas que deveriam ser pagas aos amigos, tornando cada dança uma divertida competição.

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