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SEMANA CONGELANTE

Da chuva ao gelo: Frente fria provoca chuva antes de onda de frio congelante de até -7°C no RS

Segundo a MetSul Meteorologia, a instabilidade atinge o RS no início da semana, abrindo caminho para um ciclone e uma incursão polar com temperaturas negativas

Suelen Schaumloeffel Olkoski
Publicado em: 22/06/2026 às 08h:33 Última atualização: 22/06/2026 às 08h:49
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O início do inverno de 2026 projeta um cenário de severidade meteorológica em grande parte do território brasileiro, mas é no Rio Grande do Sul que os efeitos se manifestarão com força total.

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De acordo com projeções da MetSul Meteorologia, a combinação simultânea de uma frente fria, a formação de um ciclone extratropical e o ingresso de uma potente massa de ar polar fará com que este período seja, com folga, o mais frio do ano até agora, se tornando um forte candidato a registrar os extremos térmicos de todo o ano.

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Segunda-feira (22) é de tempo instável no Vale do Sinos | abc+



Segunda-feira (22) é de tempo instável no Vale do Sinos

Foto: Igor Müller/GES-Especial

Embora o impacto do resfriamento se estenda de forma abrangente pelo país, alcançando áreas do Centro-Oeste, do Sudeste e provocando o fenômeno da friagem até mesmo no sul da Região Amazônica, o território gaúcho se posiciona no epicentro dessa intensa instabilidade atmosférica.

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A chegada da frente fria e a instabilidade inicial

A transição meteorológica tem início já no começo da semana com o rápido avanço de uma frente fria. Esse sistema atua como o gatilho inicial para a mudança drástica do tempo, provocando precipitações em pelo menos 13 estados.

No Rio Grande do Sul, embora os volumes acumulados não mostrem comportamento homogêneo em todas as regiões, as áreas situadas mais ao norte do estado devem concentrar os maiores índices pluviométricos, aproximando-se ou superando a marca dos 50 milímetros.

Curiosamente, o sistema também levará umidade a regiões tradicionalmente secas do país nesta época, como o interior paulista e o Triângulo Mineiro. A MetSul reitera que esta massa de ar frio será a mais forte a alcançar o território brasileiro neste ano, superando os pulsos registrados em maio e junho.

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O papel do ciclone na intensificação do vento

A retaguarda da frente fria será rapidamente ocupada por uma área de baixa pressão atmosférica posicionada a sudeste do Rio Grande do Sul, sobre as águas do Atlântico.

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Esse sistema dá origem a um ciclone extratropical que desempenhará um papel crucial no bombeamento do ar polar em direção ao continente. O deslocamento do ciclone pela costa impulsionará rajadas de vento que devem oscilar entre 40 km/h e 70 km/h nas regiões Sul e Leste do estado gaúcho.

A presença desse vento persistente, combinada à queda acentuada nos termômetros, derrubará a sensação térmica ao longo do dia, gerando uma percepção de frio rigoroso mesmo nos horários da tarde.

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O ápice do ar polar e os dias congelantes

Na segunda metade da semana, a influência do ciclone se afasta e dá lugar a um centro de alta pressão atmosférica que se firma diretamente sobre o Sul do país. A atmosfera limpa, o céu aberto e a ausência de ventos criarão as condições perfeitas para o resfriamento radiativo noturno. O resultado será uma sequência de madrugadas congelantes em centenas de municípios.

O foco do frio extremo se concentrará nos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, além do Planalto Sul Catarinense.

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Nestas regiões de maior altitude, as temperaturas mínimas devem despencar para marcas entre -5ºC e -7ºC, com valores ainda mais baixos e severos nos fundos de vale e baixadas.

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Diante desse quadro, a MetSul projeta a ocorrência de geada ampla, severa e generalizada, com alto potencial para o congelamento de superfícies e formação de gelo em rodovias, exigindo atenção redobrada das autoridades e dos moradores locais.

Segunda-feira começa com chuva forte e previsão de instabilidade ao longo do dia
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