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ABC NAS RUAS

De chimarrão em volta do fogão campeiro a pés em balde de água quente: Moradores da região adotam métodos para vencer o frio

Moradores do Vale do Sinos revelam suas táticas para espantar o frio dos últimos dias

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 02/07/2025 às 20h:50 Última atualização: 02/07/2025 às 20h:50
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No inverno gaúcho, criatividade é tão necessária quanto roupa quente. Quando os termômetros teimam em ficar perto de zero, como aconteceu nesta quarta-feira (2), vale quase tudo para garantir algum conforto. Seja com técnicas tradicionais, como acender o bom e velho fogão campeiro, ou com práticas mais inusitadas, como colocar os pés de molho num balde com água quente, moradores do Vale do Sinos vêm driblando o frio com o que têm à mão.

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Aronildo Antônio Schunck e Jaqueline Schunck interagem com o neto Otniel Kovalski, de 4 anos, na volta do fogão campeiro | abc+



Aronildo Antônio Schunck e Jaqueline Schunck interagem com o neto Otniel Kovalski, de 4 anos, na volta do fogão campeiro

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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Em Dois Irmãos, no bairro Travessão, o casal Aronildo Antônio Schunck, de 71 anos, e Jaqueline Azevedo Schunck, 59, encontrou o jeito ideal de encarar o inverno dentro de casa. Há alguns anos, decidiram construir um fogão campeiro no meio da cozinha. E ele virou o protagonista dos dias congelantes.

“Depois de acordar, a primeira coisa que faço é colocar fogo no fogão. Ele fica aceso o dia todo. Só deixamos apagar lá pelas 21 horas, quando nos organizamos para ir dormir”, conta Schunck. A rotina do casal gira em torno do equipamento. “No inverno não saio por nada de dentro de casa, e aproveito muito bem este fogão campeiro”, garante Jaqueline.

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O fogão virou ponto de encontro, sala de estar e até varanda interna. É onde se toma chimarrão, se prepara o almoço, se recebe visita e se joga conversa fora durante a tarde.

“Esse é o nosso aquecedor nada convencional”, brinca o morador. Na manhã desta quarta-feira, enquanto o quintal da casa estava coberto de gelo devido a geada e a temperatura era de 1ºC, no interior da residência centenária a temperatura era de 15ºC aproximadamente. “Isso é porque a gente acendeu há pouco o fogão. Com o passar das horas, fica mais quentinho aqui dentro”, garante Jaqueline.



Só com muita roupa para sair à rua

Mas para quem não pode ficar dentro de casa, a solução está nas – muitas – camadas de roupa. Em Novo Hamburgo, a microempreendedora Elisete Regina Vier, de 62 anos, dona de uma lancheria na Rua Rincão, contabilizou pelo menos quatro peças de roupa na parte superior do corpo, além da calça, ceroula e cachecol, por volta das 10 horas da manhã desta quarta-feira (2). Tudo isso mesmo com o sol forte brilhando no céu e aquecendo a manhã fria.

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Elisete Regina Vier, de Novo Hamburgo, só colocou o pé para fora de casa bem agasalhada nesta quarta-feira (2) | abc+



Elisete Regina Vier, de Novo Hamburgo, só colocou o pé para fora de casa bem agasalhada nesta quarta-feira (2)

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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“Hoje foi mais do que o normal. A gente tem que trabalhar, então tem que encarar. E quanto mais roupa, melhor”, disse. Elisete destaca que a quantidade de peças de roupas, de certo modo, até limita os movimentos do corpo.

“Técnica usada por veterinários”

Já a médica veterinária Stefanie Thomaz, 28, de São Leopoldo, aposta numa técnica que pode causar estranheza, mas que para ela tem sido infalível nos dias mais gelados. Stefanie esquenta água, enche um balde e mergulha os pés, que normalmente voltam congelados depois do trabalho na rua.

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“Fico com os pés ali dentro até o corpo todo começar a esquentar. É a única forma que encontrei para voltar ao normal depois de congelar do lado de fora. Isso é uma técnica usada por muitos veterinários”, conta.

A veterinária Stefanie Thomaz, de São Leopoldo, usa técnica nada convencional para esquentar o corpo: enche balde com água quente e mergulha os pés nele  | abc+



A veterinária Stefanie Thomaz, de São Leopoldo, usa técnica nada convencional para esquentar o corpo: enche balde com água quente e mergulha os pés nele

Foto: Arquivo pessoal

Há ainda os motoboys, que enfrentam o frio cortante das madrugadas e manhãs usando uma velha tática conhecida nas ruas, que é forrar o corpo com jornal. Pode parecer estranho, mas o papel cria uma barreira contra o vento e ajuda a manter o corpo aquecido.

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