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ALERTA SANITÁRIO

Dois focos de raiva herbívora são registrados no Rio Grande do Sul

Monitoramento indica risco de avanço da doença para áreas vizinhas

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Publicado em: 20/04/2026 às 16h:51 Última atualização: 20/04/2026 às 16h:51
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Um alerta sanitário para a raiva dos herbívoros foi emitido pelo governo do Rio Grande do Sul após o registro de focos da doença em Tiradentes do Sul e São Nicolau, nas regiões gaúchas Celeiro e Missões.

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Controle da transmissão da raiva por morcegos é feito por equipe especializada | abc+



Controle da transmissão da raiva por morcegos é feito por equipe especializada

Foto: André Witt/ Divulgação/ Seapi

“O comunicado vem após o registro de focos de raiva herbívora nestas cidades, considerando que há um grande número de agressões a animais nos municípios da região e que ainda não houve a localização e identificação dos refúgios dos morcegos hematófagos (ou morcegos-vampiros), transmissores da doença”, ressalta o Estado.

O alerta, ativo desde sexta-feira (17), destaca ainda uma possível evolução dos focos de raiva herbívora para localidades próximas aos municípios de Tiradentes do Sul — como Esperança do Sul, Crissiumal, Derrubadas — e de São Nicolau — como Pirapó, Garruchos, Dezesseis de Novembro.

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Segundo o coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Seapi, Wilson Hoffmeister,  equipes trabalham na região para localizar possíveis refúgios dos morcegos e atuar na prevenção à raiva — que se dá por meio do controle dos morcegos hematófagos e da conscientização dos produtores para a vacinação dos rebanhos.

“Nossas equipes trabalham no monitoramento de focos, no atendimento às suspeitas e na adoção de medidas sanitárias rápidas para evitar a disseminação da doença. Essa é uma ação contínua, que depende da parceria com os produtores e da comunicação ágil de qualquer ocorrência, garantindo a proteção da pecuária e a segurança sanitária no Estado”, enfatiza.

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A orientação para os produtores rurais é de que, ao localizarem novos refúgios de morcegos-vampiros, comuniquem imediatamente à Inspetoria ou ao Escritório de Defesa Agropecuária do município. A captura não deve ser feita por conta própria, somente pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, que possuem equipes devidamente capacitadas e vacinadas contra a doença.

Essas equipes são acionadas pelas regionais da Secretaria da Agricultura sempre que houver laudo positivo para raiva em herbívoro ou se forem constatados altos índices de mordedura em animais de produção (como bovinos, equinos, ovinos e suínos) em determinada região.

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Conforme o Estado, alguns esconderijos habituais dos morcegos transmissores da raiva, a espécie Desmodus rotundus, são troncos ocos de árvores, cavernas, fendas de rochas, furnas, túneis, casas abandonadas, entre outros.

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