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El Niño começou? Pacífico registra primeira anomalia térmica do ano; entenda

MetSul explica se fenômeno já pode ser considerado ativo e quais os riscos para o Brasil

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Publicado em: 20/04/2026 às 14h:08 Última atualização: 20/04/2026 às 14h:08
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O oceano Pacífico Equatorial atingiu, pela primeira vez neste ano, temperatura da superfície do mar em patamar de El Niño, exatamente no limite entre as faixas de neutralidade e de fase quente do oceano.

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A informação é da MetSul Meteorologia, com base nos dados da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) divulgados nesta segunda-feira (20). 

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Dados desta segunda-feira mostram que a região do Pacífico usada para designar se há El Niño atingiu anomalia de temperatura do fenômeno | abc+



Dados desta segunda-feira mostram que a região do Pacífico usada para designar se há El Niño atingiu anomalia de temperatura do fenômeno

Foto: NASA/MetSul Meteorologia

De acordo com o boletim semanal da NOAA, a anomalia de temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 está em +0,5°C. Esta é a região oficialmente designada para avaliar se há La Niña, neutralidade ou El Niño. Já o valor de +0,5°C está no mínimo do patamar de El Niño (+0,5°C ou superior) e no limite da faixa de neutralidade de neutralidade (-0,4°C a +0,4°C).

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Isso significa que o El Ninõ começou?

A primeira anomalia positiva em patamar de fase quente não significa que o fenômeno El Niño tenha começado. A MetSul explica que, para que um evento de El Niño seja declarado, são necessárias várias semanas em que a anomalia da temperatura do Pacífico Centro-Leste apresente valores de +0,5ºC ou superiores.

“No momento, só se tem uma até agora, ou seja, não há El Niño ainda em sua forma clássica atuando no Pacifico. A tendência é de que o fenômeno esteja plenamente configurado, com acoplamento entre oceano e atmosfera, no final deste outono e no começo do inverno, possivelmente em meados de maio ou no mais tardar em junho”, explica a meteorologiasta Estael Sias.

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Desde maio de 2024

É a primeira vez que esta zona do Pacífico Equatorial alcança patamar de El Niño desde a semana de 1º de maio de 2024, momento em que o Rio Grande do Sul sofria o desastre das enchentes por efeito do superaquecimento do Pacífico nos meses anteriores.

No evento de El Niño de 2023-2024, o pico de anomalia no Pacífico Equatorial Central-Leste chegou a +2,1°C, na semana de 22 de novembro de 2023. No episódio de 2015-2016, o máximo foi uma anomalia de +3,0°C, na semana de 18 de novembro de 2015.

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O que é El Niño

Um evento de El Niño ocorre quando as águas da superfície do Pacífico Equatorial se tornam mais quentes do que a média e os ventos de Leste sopram mais fracos do que o normal na região. A condição oposta é chamada de La Niña. Os episódios de El Niño, normalmente, ocorrem a cada 3 a 5 anos.

El Niño, La Niña e neutralidade trazem consequências para pessoas e ecossistemas em todo o mundo.

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As interações entre o oceano e a atmosfera alteram o clima em todo o planeta e podem resultar em tempestades severas ou clima ameno, seca ou inundações. 

Ecossistemas e comunidades humanas podem ser afetados positiva ou negativamente. No Sul do Brasil, La Niña aumenta o risco de estiagem enquanto El Niño agrava a ameaça de chuva excessiva com enchentes.

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Historicamente, as melhores safras agrícolas no Sul do país se dão com El Niño, embora nem sempre, e as perdas de produtividade tendem a ser maiores sob La Niña.

O El Niño agrava o risco de seca no Nordeste do Brasil enquanto La Niña traz mais chuva para a região.

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