Com a previsão de retorno do El Niño e o alerta para aumento no volume de chuvas no Rio Grande do Sul, o risco de novas cheias volta ao radar da população.
Dois anos após a maior catástrofe climática da história recente do Estado, a pergunta que permanece é: as cidades do Vale do Sinos e da Região Metropolitana estão mais preparadas para enfrentar eventos extremos?
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Foto: Vandré Brancão/GES-Especial
Em 2024, uma combinação de fatores climáticos — incluindo o próprio El Niño — provocou enchentes que atingiram praticamente todo o território gaúcho. Agora, com um novo episódio do fenômeno previsto, especialistas voltam a apontar para a possibilidade de períodos de chuva mais intensos, o que eleva o risco de alagamentos e inundações.
De acordo com a MetSul Meteorologia, o período de maior risco deve se concentrar entre a primavera e o início do verão, quando o El Niño costuma intensificar a formação de frentes frias e sistemas de chuva persistentes no Sul do País.
Esse cenário favorece acumulados elevados em curtos intervalos de tempo, aumentando o risco de alagamentos e inundações, especialmente em regiões já vulneráveis.
Diante desse cenário, municípios entre Novo Hamburgo e Porto Alegre têm adotado medidas para reforçar estruturas de contenção, como diques, considerados fundamentais para reduzir os impactos de cheias.
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Governo diz que RS está mais preparado
No âmbito estadual, a avaliação é de que o Rio Grande do Sul hoje conta com uma estrutura mais preparada do que em 2024, embora ainda haja desafios, especialmente na consolidação de obras e na coordenação do sistema de proteção.
Segundo a secretária adjunta da Reconstrução Gaúcha, Angela de Oliveira, houve avanço significativo na capacidade de previsão, resposta e recuperação das estruturas existentes.
Um dos principais pontos, conforme ela, está no reforço da rede de monitoramento.
Desde as enchentes, o Estado passou a investir em radares meteorológicos — um já instalado em Porto Alegre e outros três em fase de definição de localização — além da implantação de cerca de 130 estações hidrometeorológicas, que monitoram tanto o volume de chuva quanto a vazão dos rios.
“O objetivo é garantir alertas mais precisos e com maior antecedência, superando a dependência de sistemas externos registrada em 2024”, destaca.
Outro avanço apontado é na estrutura de resposta.
O efetivo da Defesa Civil estadual, que à época das enchentes contava com cerca de 40 profissionais, foi ampliado para mais de 160 e deve ganhar reforço institucional com a criação de uma secretaria própria para a área, por meio de projeto de lei a ser encaminhado pelo governo de Eduardo Leite.
“Além disso, foram investidos cerca de R$ 1 bilhão, via Fundo da Reconstrução (Funrigs), em equipamentos, dos quais aproximadamente 75% já estão em operação”, explica Angela.
Na avaliação da secretária, parte das dificuldades enfrentadas em 2024 — como falhas nos alertas, dificuldades nos resgates e a falta de confiança da população nas informações — estava diretamente ligada à ausência dessas estruturas, cenário que começou a ser revertido.

Foto: Divulgação
R$ 1 bilhão em investimentos
O reforço também incluiu a compra de equipamentos, como helicópteros, embarcações, caminhões, geradores, motobombas e drones. Ao todo, segundo o Estado, os investimentos nas forças de resposta se aproximam de R$ 1 bilhão, com equipamentos já distribuídos para dezenas de municípios.
Na região do Vale do Sinos, as ações somam R$ 207,7 milhões, conforme o Painel de Transparência da Crise Climática. Os recursos envolvem medidas emergenciais, recuperação de estruturas, como diques, e projetos de reconstrução e adaptação.
Entre as iniciativas está o programa de desassoreamento de rios, com investimento de R$ 12,6 milhões e retirada de mais de 172 mil metros cúbicos de sedimentos em cidades como Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Sapiranga. Também foram destinados R$ 6,3 milhões em horas-máquina para manutenção de vias urbanas e estradas.
Outro eixo importante é o repasse direto de recursos para obras estruturais. Pelo modelo fundo a fundo, municípios do Vale já tiveram valores autorizados para ações como hidrojateamento de redes, modernização de casas de bombas e recuperação de diques.
Canoas concentra o maior volume, com cerca de R$ 179,7 milhões destinados a intervenções no sistema de proteção da cidade.
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Estruturas estavam defasadas
Em relação às obras de proteção, a prioridade inicial foi recuperar sistemas já existentes, como diques, comportas e casas de bombas, muitos deles construídos ainda nos anos 1970 e que apresentavam desgaste ou estavam incompletos.
Intervenções desse tipo foram realizadas em cidades da Região Metropolitana, como Porto Alegre, Canoas e São Leopoldo, com repasse de recursos estaduais para garantir a retomada da capacidade original dessas estruturas.
A estratégia, segundo Angela, também busca enfrentar a chamada “síndrome do dique”, que é a falsa sensação de segurança em áreas protegidas. “As pessoas acreditavam que estavam protegidas e isso impactou a mobilização e a evacuação naquele momento”, diz.
Paralelamente, o Estado trabalha no desenvolvimento de novos sistemas de proteção contra cheias, com projetos em andamento em regiões como Eldorado do Sul, bacia do Arroio Feijó, bacia do Gravataí e Vale do Sinos. São obras de maior porte, com prazos mais longos de execução, que podem levar de cinco a sete anos para serem concluídas.
A reconstrução, segundo a secretária, é pensada em etapas.
No curto prazo, o foco está em equipamentos, equipes e protocolos de resposta. No médio prazo, entre dois e cinco anos, estão previstas a consolidação das melhorias nas estruturas existentes. Já no longo prazo, a expectativa é de um sistema mais robusto, com novas obras concluídas e integradas.
Apesar dos avanços, o principal desafio apontado hoje é a governança do sistema. A proposta é criar uma Autoridade das Águas, responsável por coordenar operação, manutenção e financiamento das estruturas, garantindo funcionamento contínuo e articulado entre Estado e municípios.
Diques como contenção
Em Canoas, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes de 2024, o foco está na recuperação e ampliação do sistema de proteção contra cheias, especialmente nos diques que cercam áreas historicamente vulneráveis.
De acordo com o secretário de Obras e Reconstrução, Guido Bamberg, todo o sistema passa por intervenções. “Nosso sistema de proteção está sofrendo intervenção em todos os pôlderes, com obras de infraestrutura para recomposição das cotas e reforço das estruturas”, afirma.
Entre as principais ações realizadas desde a enchente estão o fechamento definitivo de rupturas nos diques dos bairros Rio Branco e Mathias Velho, além do alteamento — ou seja, elevação da altura — de trechos em regiões como Mato Grande e Niterói.

Foto: Vandré Brancão/GES-Especial
Um dos projetos mais relevantes é o dique do bairro Mathias Velho, que teve as obras retomadas após aditivo contratual. A intervenção está com pouco mais de 44% de execução e tem previsão de conclusão para setembro de 2026, com investimento total superior a R$ 90 milhões.
Outras frentes também avançam. No pôlder Mato Grande, o dique Araçá está em execução, com previsão de conclusão em 2027. Já o sistema do Rio Branco foi dividido em três trechos: um deles, conhecido como “Muro Cassol”, está praticamente concluído, enquanto os demais seguem em diferentes fases, desde elaboração de projetos até execução parcial.
No pôlder Niterói, a obra de um dos trechos já supera 80% de execução, enquanto novos estudos estão em andamento para ampliar a proteção e integrar o sistema com áreas de municípios vizinhos.
Segundo Bamberg, com as intervenções já realizadas e em andamento, o sistema atual é considerado seguro. “Os diques terão sua cota original recomposta com reforço de estrutura, o que dará a proteção necessária”, afirma.
Além dos diques, o município também investe nas casas de bombas, fundamentais para o escoamento da água em períodos de cheia. Atualmente, Canoas conta com oito unidades distribuídas entre os pôlderes, todas em funcionamento. “Elas passam por manutenção preventiva e corretiva constante, sem registro de falhas em eventos recentes”, destaca o secretário.
Há ainda previsão de modernização dessas estruturas e construção de novas unidades. Só em operação e manutenção, o investimento recente soma cerca de R$ 8,5 milhões.
No total, o sistema de proteção vem sendo financiado por uma combinação de recursos municipais, estaduais e federais. Parte das obras conta com repasses do Fundo da Reconstrução (Funrigs), que cobre até 75% de alguns projetos, além de investimentos vinculados a programas federais voltados à resposta a eventos extremos.
São Leopoldo reforça diques, mas mantém ponto crítico
Em São Leopoldo, o sistema de proteção contra cheias também passou por intervenções após as enchentes de 2024, com foco no alteamento dos diques e na recuperação das estruturas que apresentaram falhas durante o evento.
Segundo o diretor do Sistema de Proteção de Cheias do município, Antônio Carlos Geske, os diques atualmente têm capacidade de contenção para eventos semelhantes ao registrado naquele ano. “Os diques foram alteados, em média, em meio metro, e hoje possuem a estrutura necessária para atuar na contenção das cheias”, afirma.
Ao todo, a cidade conta com 12 diques distribuídos ao longo de diferentes bairros, formando um sistema contínuo de proteção. Com exceção de um trecho que já possuía altura adequada, todas as estruturas receberam elevação após a enchente.
Durante o evento de 2024, dois pontos apresentaram problemas mais graves. Os diques localizados nos trechos 930 e 905 sofreram erosão e ficaram abaixo do nível da água, permitindo a entrada de cheias em áreas urbanas.
Apesar dos avanços, ainda há um ponto considerado crítico no sistema: o Arroio Cerquinha, no bairro Campina. No local, as águas ultrapassaram a altura dos muros existentes durante a enchente. “Esse é considerado um ponto crítico porque a água superou a cota atual do muro, enquanto os diques de terra já estão mais altos”, explica Geske.

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
A solução prevista é a elevação dessas estruturas em um metro ao longo de toda a extensão — cerca de 160 metros de cada lado do arroio. A obra, porém, ainda depende de liberação técnica para o repasse de recursos estaduais.
“Com essas intervenções, o limite de proteção estimado passa a ser de um evento semelhante ao de 2024 ou levemente superior. Estamos trabalhando com base na cota que as águas atingiram”, afirma o diretor, ressaltando que estudos hidrológicos mais amplos ainda estão em andamento para definir parâmetros futuros.
Além dos diques, o município também atua no reforço das casas de bombas, essenciais para o escoamento da água em períodos de cheia. Atualmente, São Leopoldo conta com cinco unidades fixas, operadas pelo Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), além de 12 bombas anfíbias que complementam o sistema em situações emergenciais.
Durante as enchentes de 2024, nem todas as estruturas operaram com capacidade total, o que exigiu ações emergenciais. Desde então, o município vem investindo na recuperação e ampliação do sistema, com manutenção contínua, reforço operacional em áreas críticas e ampliação da drenagem.
Entre os projetos previstos está a construção da Casa de Bombas nº 7, com investimento estimado em R$ 69,3 milhões e início das obras previsto para 2026. Também foram realizados aportes recentes, como cerca de R$ 1 milhão na modernização da unidade da João Corrêa, além da aquisição de novos equipamentos.
Com as intervenções em andamento e os projetos previstos, a avaliação do município é de que o sistema está mais robusto do que em 2024, embora ainda dependa da conclusão de obras e da ampliação de estruturas em pontos específicos.
Novo Hamburgo aposta em prevenção e monitoramento contínuo
Em Novo Hamburgo, a estratégia tem foco na prevenção e na organização da resposta a emergências, com ações contínuas de manutenção e monitoramento das áreas mais vulneráveis.
De acordo com a Defesa Civil do município, a previsão de um novo episódio do El Niño reforça a necessidade de atenção permanente. “As previsões indicam tendência de volumes de chuva acima da média, e esse cenário vem sendo acompanhado de forma constante pelos órgãos competentes”, informa.
Entre as principais medidas adotadas desde 2024 está a reestruturação do Plano de Contingência Municipal, concluída ao longo de 2025. O objetivo foi fortalecer protocolos de atuação, integrar secretarias e ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência.
Na prática, as ações envolvem monitoramento contínuo de áreas de risco, limpeza e desobstrução de redes de drenagem, hidrojateamento, desassoreamento de arroios e operação permanente das casas de bombas. Também fazem parte do plano a recuperação de estruturas de contenção, organização de abrigos temporários e definição de fluxos para resposta rápida.
Além das ações planejadas, o município mantém equipes mobilizadas para serviços permanentes de manutenção e intervenções emergenciais, com atuação em redes de drenagem e pontos críticos identificados ao longo do território.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
No campo dos investimentos, Novo Hamburgo já recebeu cerca de R$ 10 milhões em recursos externos, provenientes do governo do Estado — por meio do Fundo da Reconstrução (Funrigs) e programas de apoio — e da Defesa Civil Nacional, aplicados em ações de prevenção, resposta e recuperação.
O município também mantém aporte contínuo de recursos próprios e parcerias para reforçar o sistema, incluindo intervenções em arroios e estruturas de drenagem urbana.
Atualmente, o sistema de proteção contra cheias, que inclui dique e casa de bombas no bairro Santo Afonso, é considerado operacional e em boas condições, com monitoramento permanente.
A Prefeitura também mantém articulação com o Estado e a União para viabilizar novos investimentos e ampliar a capacidade de prevenção diante de eventos extremos.
Projetos bilionários seguem sem sair do papel no RS
Apesar dos avanços apontados na recuperação de estruturas já existentes, como diques e casas de bombas, a execução de novas obras de grande porte ainda é alvo de cobrança. O deputado estadual Miguel Rossetto (PT), presidente da Frente Parlamentar das Águas da Assembleia Legislativa, afirma que há recursos disponíveis, mas sem avanço prático na ampliação do sistema de proteção contra cheias.
Segundo ele, o governo federal já destinou R$ 6,5 bilhões para obras de prevenção no Estado por meio de um fundo específico, criado a partir de medida provisória no fim de 2024. Os recursos estão depositados na Caixa Econômica Federal e são voltados exclusivamente a intervenções como construção e modernização de diques, sistemas de drenagem e casas de bombas em municípios da Região Metropolitana e do Vale do Sinos.

Foto: Wálisson Breno/Presidência da República
A maior parte desse valor está direcionada justamente para obras estruturantes, incluindo cerca de R$ 1,9 bilhão previsto para toda bacia do Rio dos Sinos, abrangendo cidades como Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo.
Apesar disso, Rossetto afirma que os projetos ainda não avançaram na prática. “O presidente Lula já liberou R$ 6,5 bilhões, que estão depositados e rendendo juros próximos de R$ 1 bilhão. O governo do Estado, responsável pela execução das obras, ainda não apresentou avanços”, disse, durante visita a Novo Hamburgo.
De acordo com o parlamentar, há uma diferença clara entre o que vem sendo executado e o que ainda não saiu do papel. Enquanto a reconstrução de estruturas danificadas pelas enchentes de 2024 — como diques e casas de bombas — já ocorre em municípios como Canoas e São Leopoldo, os projetos de ampliação e modernização do sistema de proteção regional ainda não avançaram.
Essas intervenções fazem parte de um conjunto de grandes obras planejadas para a Região Metropolitana, incluindo a atualização do sistema de proteção da bacia do Sinos, projetos no Rio Gravataí e intervenções em Eldorado do Sul. A execução, no entanto, depende da elaboração e contratação dos projetos pelo governo estadual, responsável por articular as ações com os municípios.
Rossetto afirma que tem cobrado explicações do Estado e articula uma audiência na Assembleia Legislativa com a presença de representantes do governo estadual e federal para tratar do tema. “O que é grave nisso? Dinheiro no banco não protege as pessoas. O sistema de proteção do Vale do Sinos ainda não saiu do papel”, afirmou.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Para o deputado, além da execução das obras, também falta transparência e coordenação entre os entes públicos. Ele defende maior participação dos municípios na gestão dos projetos e a criação de um sistema integrado para garantir o andamento das intervenções.
Avanços existem, mas não eliminam risco
A meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia, alerta que o novo episódio do El Niño tende a trazer períodos de chuva mais frequentes e intensos ao Rio Grande do Sul, especialmente ao longo do segundo semestre, quando os efeitos do fenômeno costumam ser mais perceptíveis na região. O pico está previsto para os meses de novembro e dezembro e ainda poderá ser visto nos primeiros meses de 2027.
Segundo ela, no entanto, a repetição de um evento como o de 2024 não é automática. “Não é porque teremos El Niño que vamos ter uma enchente igual àquela. Foi uma combinação de fatores muito específica”, explica.
Ainda assim, o cenário exige atenção. A meteorologista destaca que o fenômeno cria um ambiente mais favorável para episódios de precipitação volumosa, o que pode pressionar sistemas de contenção, como diques, especialmente em áreas já vulneráveis. “Uma vez que El Niño em 2026 vai começar mais cedo e terá forte intensidade, não se pode afastar que, já no fim do outono, como em 2023, haja enchentes.”
Na prática, isso significa que, mesmo com obras em andamento e avanços registrados após as últimas enchentes, o risco não é eliminado. “O El Niño aumenta a frequência de chuva, e isso, por si só, já eleva a possibilidade de problemas”, ressalta.
Granpal avalia potencial efeito do El Niño na região

Foto: UffiziCom
Os avanços do El Niño e seus impactos sobre o Rio Grande do Sul foi pauta da Assembleia Geral Ordinária do Consórcio Granpal no final de março. O cenário sobre o evento climático foi apresentado pela empresa Catavento, que trouxe geólogos, meteorologistas, hidrólogos e cientistas da área.
Com auxílio da Catavento que analisa os episódios do El Niño desde 1998, a reunião tratou sobre a preparação da região metropolitana para eventos futuros causados pelo fenômeno. O cenário climático é visto como preocupante, podendo repetir situações como a de 2023, onde houve um aquecimento de quase dois nômenograus na superfície do Oceano Atlântico Sul.
Na ocasião, o então presidente da Granpal e prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, disse que acredita na repetição de maneira semelhante de eventos recentes, e avalia o preparo prévio dos municípios e órgãos públicos, considerando também a importância da prorrogação do Funrigs (Fundo de Plano do Rio Grande).
O fundo foi criado para centralizar recursos destinados ao enfrentamento das consequências sociais, econômicas e ambientais dos eventos climáticos extremos de 2023 e 2024. “Cabe a nós, prefeitos, juntamente ao Fórum de Defesa Civil, preparar a região metropolitana para esse evento”, adiciona.
A prorrogação do prazo do Funrigs, previsto para terminar em abril de 2027, é definido como uma necessidade de extrema relevância, viabilizando uma proteção que não pode ser feita em apenas três anos. “As cidades no mundo que projetaram uma proteção, fizeram em pelo menos uma década. Então a prorrogação desses recursos, previstos para apenas três anos, é essencial”, explicou Maranata.