Dois meses após a conclusão da etapa emergencial de recuperação do dique do bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, as obras de elevação da estrutura permanecem em 65% de execução. Segundo a Prefeitura, o principal fator que impede o avanço neste momento é a permanência de moradias na faixa lateral do dique, área necessária para a execução do novo talude.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Ao todo, 60 casas precisam ser demolidas — algumas já foram — para que a obra avance até o final do trecho projetado. Até agora, 25 famílias já deixaram suas residências. As outras 35 ainda aguardam chamamento pelo programa Compra Assistida, coordenado pela Caixa Econômica Federal, ou deixaram o local por meio de aluguel social.
Conforme o Executivo, toda a documentação necessária foi encaminhada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação (SDSH) e as famílias já estão incluídas na lista do Compra Assistida, que é atualizada regularmente pela Caixa.
Enquanto a desocupação não é concluída, a Prefeitura afirma que também trabalha na elaboração dos projetos técnicos que permitirão a liberação de novos recursos para a continuidade da obra. A parte financiada com recursos federais, no valor de R$ 5,38 milhões, já foi executada e corresponde aos 65% concluídos, relativos à reconstrução da base do dique com argila compactada após os danos causados pela enchente de 2024.
As famílias que precisam ser removidas têm suas casas junto ao dique, no trecho que compreende a área entre a Avenida Pedro Adams Filho e o final da Rua México. Somente após a retirada completa das casas será possível finalizar o projeto executivo da elevação da estrutura, que será encaminhado ao Governo do Estado para acesso aos recursos estaduais já disponíveis.