Iniciada em janeiro deste ano, a obra para reconstrução do dique localizado no bairro Santo Afonso está 56% concluída. A estrutura foi danificada na enchente histórica de maio de 2024, causando alagamentos nunca vistos na região de Novo Hamburgo.

Foto: PMNH/ Divulgação
O valor de R$ 5,9 milhões necessários para a intervenção foi aportado pela Defesa Civil Nacional. No entanto, a vencedora da licitação concedeu o desconto de aproximadamente R$ 500 mil, deixando o preço final em R$ 5,4 milhões.
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A Defesa Civil Nacional então autorizou o município a utilizar o dinheiro na segunda fase das intervenções necessárias no bairro, que ainda não têm data para começar.
O que foi feito?
Até o momento, a empresa responsável pela obra utilizou 21.000 m³ de argila. “O objetivo inicial era recompor o dique na condição original, de 8m90”, explica o diretor de Obras Públicas, Dalmar Locateli.
Entretanto, com o andamento da obra, o poder público observou a possibilidade de aumentar o dique. “A estrutura será finalizada com 9m50, ultrapassando a meta.”
Locateli esclarece que a argila de permeabilidade baixa é utilizada para evitar que a água atravesse o dique. “Não é totalmente impermeável, mas evita a passagem da água.”
Além disso, um revestimento de brita também foi feito. “É uma espécie de forro, evitando que os caminhões que atuam na obra derrapem”, específica.
O diretor salienta que materiais orgânicos precisaram ser retirados do local. “Encontramos essa matéria orgânica que atrapalhava a permeabilidade e a função do dique. Foi um desafio a mais.”
No que se refere aos prazos, Locatelli afirma que é difícil estipular, já que o andamento da obra depende de outro fator: a previsão do tempo.
“Precisamos de dias secos para manusear a argila. A próxima semana, por exemplo, deve ser chuvosa.” Uma estimativa é de aproximadamente três meses até que a reconstrução do dique esteja 100% concluída.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
Próximas etapas
Após a conclusão do dique, outras etapas precisam ser realizadas na Santo Afonso. “Precisamos de uma série de fatores, como a garantia do recurso e a retirada das casas que ficam no dique.”
Para as famílias, o município busca como solução o aluguel social ou compra assistida. Já nos valores, a possibilidade é buscar recursos com o governo federal. “O ministro [Rui Costa] abriu a possibilidade.”
Tubos de concreto
O diretor destacou outra obra que ocorre no bairro. Durante a visita do ministro da Casa Civil ao local, tubos de concreto para canalização de bacias de acumulação foram entregues.
As estruturas vão substituir as que existem atualmente, permitindo o fluxo de água até o Arroio Gauchinho.

Foto: Weslei Fillmann/PMNH
No total, 30 unidades serão instaladas sob a Rua Eldorado. A tubulação existente tem a metragem considerada insuficiente para a canalização da água acumulada nas bacias, assim como a elevação ser incompatível com o nível do leito.
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