Vereadores, secretários municipais e representantes da sociedade civil estiveram na Câmara de Vereadores de São Leopoldo na manhã desta quarta-feira (11) na terceira reunião sobre sistema de contenção de cheias e reconstrução da cidade. O encontro, que teve início às 10 horas e se estendeu até próximo ao meio-dia, foi conduzido pelo vereador e líder de governo, Daniel Daudt Schaefer (PL), e fez parte da agenda de acompanhamento contínuo das obras de contenção.

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
A iniciativa surgiu após audiência pública realizada em fevereiro, quando foi firmado o compromisso de manter encontros mensais para garantir transparência nas ações do poder público. A primeira reunião ocorreu no dia 27 de março, com participação de vereadores, secretarias municipais e lideranças comunitárias. Já a segunda, no dia 14 de maio, apresentou resultados concretos de investimentos em infraestrutura.
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A reunião desta quarta-feira teve como convidados o diretor do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), Gabriel Dias, o superintendente da Defesa Civil, o coronel Uberti Moreira e o geólogo Antônio Carlos Geske.
Primeiro a falar no encontro, o superintendente da Defesa Civil, o coronel Uberti Moreira comentou sobre o Plano de Contingência do Município, que etá sendo atualizado e que deverá ser apresentado nos próximos meses à comunidade em Audiência Pública. Segundo ele, o plano passará por avaliações e atualizações a cada seis meses e a cada evento em que for utilizado.
Segundo convidado a fazer uso da palavra, o diretor do Semae, Gabriel Dias, destacou o funcionamento e modernização das casas de bombas da cidade, além de enfatizar o Plano Diretor de Drenagem Urbana, que deverá ser feito a partir de um estudo do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O trabalho foi feito pelo IPH em 2023, mas não foi levado adiante em função da enchente de maio de 2024.
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“Já tem estudo sobre o financiamento de toda a drenagem urbana, de tudo o que precisaria fazer. São 71 ações para a drenagem completa da nossa cidade que precisam ser financiadas ou através de tarifa, de taxa ou de financiamento externo. Hoje, com o financiamento próprio do Semae, das 71 ações atingiríamos apenas sete”, comenta Dias.
O diretor chama a atenção que no estudo não estão contempladas, por exemplo, ações feitas de 2023 em diante, como a Operação de Controle de Alagamentos (OCA), que retirou mais de quatro toneladas de resíduos das tubulações de diferentes bairros de São Leopoldo, além da modernização e instalação de novos equipamento em algumas casas de bombas.
“Já solicitei ao jurídico para ver a forma de contratar novamente o IPH para fazer a atualização deste estudo, deste plano com tudo o que já foi feito desde 2023 até agora para colocarmos ele em prática”, informa. “O plano é importante pois é o que vai nos dar norte para os próximos investimentos que o Semae e a Prefeitura vão fazer para que não tenha redes obstruídas, para que tudo funcione quando a gente precisar”, explica.
Altura dos diques
O geólogo Antônio Carlos Geske esclareceu dúvidas da população em relação aos diques, sobretudo sobre a segurança no nível de elevação que está sendo feito na cidade. “O sistema de controle de cheias estudado na década de 60, com dados hidrológicos daquela época, projetou com segurança um sistema para suportar a cheia de 1941, tal não aconteceu agora”, iniciou Geske, que completou: “Nunca estamos totalmente livres, somos potenciais vítimas sempre”.
“34 da população foram atingidos por um sistema que em 10% da sua totalidade ruiu. 10% de 21 quilômetros considerando, Novo Hamburgo. 1% é o suficiente para que uma catástrofe lentamente encha os polders (área protegida)”, explica.
Geske destacou, também, o trabalho iniciado pela Prefeitura logo após a enchente do ano passado e que segue sendo realizado em 2025. “A Prefeitura no ano passado iniciou o alteamento do dique junto a casa de bombas e iniciou o dique da campina. Agora, na gestão atual, está sendo dada continuidade dique da campina . Está sendo feito um belo trabalho de alteamento na média de 50 centímetros, que não sabemos se é o definitivo. Porque os estudos que estão sendo levados pelo IPH estão definindo em função deste novo normal, porque não se sabe ainda se precisa, não existe estatística suficiente para definir”, diz.