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EL NIÑO: Entenda como fenômeno pode ser diferente de 2024 e o que foi destaque de fórum sobre o tema

Meteorologista Estael Sias foi a responsável pela abertura do evento em Porto Alegre

EL NIÑO: Entenda como fenômeno pode ser diferente de 2024 e o que foi destaque de fórum sobre o tema
Publicado em: 02/06/2026 às 19h:19 Última atualização: 02/06/2026 às 19h:24
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O fórum “O RS diante de um novo alerta climático” trouxe reflexões sobre o El Niño de 2024 e previsões para o fenômeno climático projetado para o segundo semestre de 2026.

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O encontro técnico ocorreu nesta terça-feira (2) no auditório da Associação Riograndense de Propaganda (ARP),em Porto Alegre e contou com patrocínio de Doctor Clin, apoio do Consórcio Pró-Sinos, apoio institucional das prefeituras de Igrejinha e São Leopoldo. A realização é do Grupo Sinos.

Estael Sias foi a responsável pela abertura do evento | abc+



Estael Sias foi a responsável pela abertura do evento

Foto: Paulo Pires/GES

Participaram o diretor do escritório do governo federal no RS, Ramon de Jesus; o secretário estadual da Reconstrução, Pedro Capeluppi; e o prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco. A mediação foi do prefeito de Igrejinha, Leandro Hörlle.

A abertura foi realizada pela meteorologista Estael Sias, da Metsul. Para ela, o que aconteceu em 2024 foi uma convergência de seis fatores climáticos. “Entre o final de abril e início de maio foram semanas com muita umidade canalizada para o Rio Grande do Sul”, explica.

No período, praticamente todos os oceanos do mundo estavam com temperaturas acima do normal. “Não tinhamos passado por um El Niño com águas de todos os oceanos tão acima da média ao mesmo tempo. A previsão é de que seria um ano de extremos, realmente foi”, relembra a profissional.

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Estael salienta que todos os fenômenos que poderiam trazer chuva para o Rio Grande do Sul estavam acontecendo simultaneamente. “Aprendemos na faculdade que a pior coisa que acontecer eram eventos similares aos de 1941. Hoje a referência é a catástrofe de 2024.”

Sobre a prevenção para 2026, a meteorologista reforça que cada El Niño tem sua particularidade. “Não posso prever fatores climáticos semelhantes a 2023 e 2024. Foi algo que demorou 80 para acontecer [enchente parecida com 1941].”

Meteorologista da Metsul falou sobre o El Niño | abc+



Meteorologista da Metsul falou sobre o El Niño

Foto: Paulo Pires/GES

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Uma nova atualização de prognóstico será divulgada no dia 15 de junho pela Metsul.

*Colaborou: Nicole Goulart 

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Ramon de Jesus, diretor do escritório do governo federal no RS

“A questão de prevenção na Região Metropolitana, sobre os diques, o governo federal depositou em dezembro de 2024 um recurso de R$ 6,5 bilhões para o Rio Grande do Sul”, o valor referido pelo diretor do escritório do governo federal no Estado corresponde ao Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece).

RAMON DE JESUS | abc+



RAMON DE JESUS

Foto: Paulo Pires/GES

Conforme Ramon, essa quantia deve estar próxima dos R$ 8 bilhões administrados de forma conjunta por Estado e União. “O dinheiro está depositado, não concordado com a demora na execução”, reforça.

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O diretor lembra que São Leopoldo vai receber uma nova casa de bombas no bairro Santos Dumont, orçada em R$ 69,3 milhões. “Em São Leopoldo e Porto Alegre repassamos os valores para que os municípios possam fazer a sua parte por conta dos projetos adiantados.”

O profissional argumenta que se a decisão sobre o Firece fosse hoje, o dinheiro deveria ser direcionado diretamente aos municípios. “Foi um pedido do governador [Eduardo Leite] ao presidente [Lula] que os recursos fossem direcionados ao Estado.”

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Heliomar Franco, prefeito de São Leopoldo

“Não poderiamos apenas nos preocupar com a situação, precisamos nos ocupar dela”, afirmou Heliomar Franco, prefeito de São Leopoldo ao comentar a situação das enchentes de 2024 no município.

HELIOMAR FRANCO | abc+



HELIOMAR FRANCO

Foto: Paulo Pires/GES

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Segundo o mandatário, ao chegar na Prefeitura o cenário era preocupante. “Nos deparamos com um cenário de pós-guerra. Muitos projetos parados.” Franco elogiou o auxílio do governo do Estado e destacou as conversas com o governo foderal.

“Só do governo do Estado nós temos em torno de R$ 30 milhões pra receber pra dar continuidade a essas obras o governo federal nós vamos receber R$ 250 milhões. Mas nada disso teria viabilidade se não houvesse um incansável dedicado trabalho de equipe lá na cidade de São Leopoldo.”

Pedro Capeluppi, secretário da Reconstrução Gaúcha

“Hoje o Rio Grande do Sul está muito mais preparado para passar por eventos como o El Niño”, a afirmação é do titular da Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), Pedro Capeluppi.

PEDRO CAPELUPPI | abc+



PEDRO CAPELUPPI

Foto: Paulo Pires/GES

Para o secretário, a catástrofe climática de 2024 trouxe ao Estado uma capacidade de prever fenômenos climáticos a partir dos investimentos na Defesa Civil. “Conquistamos a maturidade de lidar com a prevenção, não apenas com as consequências posteriores.”

Capeluppi salientou que a pauta das enchentes não deve ser politizada, pelo contrário, já que mostrou a possibildiade de União e Estado atuarem lado a lado, independente da ideologia política. “Temos que dar as mãos para seguir avançando.” E reforçou. “Não basta atuar apenas de forma imediata. Precisamos entender os desafios que temos. As ações serão divididas entre aqueles de curtíssimo, médio e longo prazo.”

Leandro Hörlle, prefeito de Igrejinha

“O plano de contingência estava pronto para uma situação corriqueira. Precisamos reordenar todo o nosso plano de ação”, lembra o prefeito de Igrejinha, Leandro Hörlle, sobre os primeiros dias de maio de 2024.

LEANDRO HÖRLLE | abc+



LEANDRO HÖRLLE

Foto: Paulo Pires/GES

O mandatário diz que inclusive abrigos precisaram ser evacuados na cidade. “O Rio Paranhana chegou aos 8 metros.”

Quando o município começou a retornar sua normalidade, os esforços foram direcionados para investimentos na Defesa Civil e Corpo de Bombeiros Voluntários. “Tratamos de buscar recursos para que obras de contenção e restabelecimento fossem executadas.”

Para o futuro, o objetivo é concluir as intervenções antes de um novo período de chuva. “Em seis meses foram realizados mais desassoreamentos do que nos últimos cinco anos.”

Augusto Dreher, coordenador da Defesa Civil de Três Coroas

O coordenador da Defesa Civil de Três Coroas, Augusto Dreher, afirma o debate ajuda a melhor informação para a população. “A gente veio em busca do que a meteorologista Estael ia falar. Nós sofremos muitos. A rede social fala qualquer coisa e o povo acredita nisso”, comenta.

“Ouvindo ela, eu posso levar para o meu prefeito, mostro que podemos fazer alguma matéria. A defensiva do município é o canal de confiança do população. A gente tem que buscar o que é certo, o que é verdadeiro e entregar o que é verdadeiro”, pontua.

Grupo Sinos Conecta - Coordenador da Defesa Civil de Três Coroas, Augusto Dreher | abc+



Grupo Sinos Conecta – Coordenador da Defesa Civil de Três Coroas, Augusto Dreher

Foto: Paulo Pires/GES

 

Solange Laubine, secretária de Desenvolvimento Social de Nova Santa Rita

As previsões são ferramentas para o poder público, como destaca a secretária de Desenvolvimento Social de Nova Santa Rita, Solange Laubine. “Nosso município foi 64% atingido e nós não tínhamos um local definitivo. Hoje nós temos e a cada ano buscamos melhorar essa estrutura.”

“Nós estamos nos preparando para todos esses eventos climáticos que estão por vir. Então, é importante a gente vir conhecer o cenário, ouvir outras pessoas comentando. Isso nos dá mais informações e subsídios para agir”, ressalta a secretária municipal.

 

Grupo Sinos Conecta - Secretária de Desenvolvimento Social de Nova Santa Rita, Solange Laubine | abc+



Grupo Sinos Conecta – Secretária de Desenvolvimento Social de Nova Santa Rita, Solange Laubine

Foto: Paulo Pires/GES

Mauro Rafael Nunes de Castro, Chefe da Unidade de Monitoramento da Defesa Civil de Canoas

Para o meteorologista e Chefe da Unidade de Monitoramento da Defesa Civil de Canoas, Mauro Rafael Nunes de Castro, é importante ter um espaço para debater o que pode vir do El Niño. “Tem que discutir bastante e monitorar o tempo. O principal que a Estael falou é que tem que ser feito por um meteorologista local, alguém que presta um serviço focado no município”, destaca.

“A Defesa Civil a nível estadual, federal, é importante. Só que eles não conseguem olhar para todos os municípios. Cada caso é um caso. E esses casos específicos precisam desse olhar e do conhecimento do meteorologista local”, completa.

meteorologista e Chefe da Unidade de Monitoramento da Defesa Civil de Canoas, Mauro Rafael Nunes de Castro | abc+



meteorologista e Chefe da Unidade de Monitoramento da Defesa Civil de Canoas, Mauro Rafael Nunes de Castro

Foto: Nicole Goulart/Especial

Luís Eduardo Puchalski. superintendente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O enfrentamento da enchente de 2024 e a prevenção a novos eventos extremos passa por dados. Por isso, o superintendente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Rio Grande do Sul, Luís Eduardo Puchalski, esteve presente.

“O evento climático de 2024 teve consequências devastadoras. Inclusive é o sentimento da população de que nós não estamos preparados. Então, na eminência de termos um novo e se aproximando, é importante ter esse espaço de discussão, de debate”, analisa.

A conversa sobre o El Niño também influencia no trabalho do instituto. “A missão do IBGE é retratar o Brasil. Então, nós temos interesse sempre em acompanhar aquilo que está acontecendo para que possamos também tomar decisões nesse sentido de refletir nas nossas pesquisas questões que são relevantes pra sociedade’, conclui.

Grupo Sinos Conecta - superintendente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Rio Grande do Sul, Luís Eduardo Puchalski | abc+



Grupo Sinos Conecta – superintendente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Rio Grande do Sul, Luís Eduardo Puchalski

Foto: Paulo Pires/GES

 

Kairo Campos, chefe da Defesa Civil e Estância Velha

A frente da Defesa Civil de Estância Velha, Kairo Campos reforça a necessidade de interpretar os diagnósticos do clima. “É pegar o dado técnico e trazer para a realidade do município e enquadrar. Se o meu problema é em tal bairro, então vamos trabalhar. Se chover e acontecer aquilo previsto, a nossa cidade vai passar sem danos.”

A troca de experiência e informações com outros municípios também é necessário, visto que o evento climático atinge todos em conjunto. “Desce lá do Paranhana, Três Coroas, Taquara, Campo Bom e chega em Novo Hamburgo. Isso também passa pelo lado de Estância Velha e vai para São Leopoldo. Então a nossa comunicação ela é não diária, mas é constante”, comenta Kairo.

Grupo Sinos Conecta - Coordenador da Defesa Civil de Estância Velha, Kairo Campos | abc+



Grupo Sinos Conecta – Coordenador da Defesa Civil de Estância Velha, Kairo Campos

Foto: Paulo Pires/GES

 

Fauston Saraiva, diretor da ACI Novo Hamburgo

O evento sobre o El Niño trouxe “informações enriquecedoras”, na avaliação do diretor da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Novo Hamburgo e região, Fauston Saraiva. “Nos mostra que os eventos naturais vão acontecer e temos sim que estar preparados”, declara.

Saraiva observa que as ações preventivas precisam ser acompanhados de perto pelos setores de fiscalização. “Nós temos que ter essa consciência e trazer também esses órgãos para a discussão. Não é simplesmente ficarem nos seus gabinetes, ditando ordens, com ameaças de punição. É necessário que eles conheçam a realidade”, entende.

Grupo Sinos Conecta - diretor da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Novo Hamburgo e região, Fauston Saraiva | abc+



Grupo Sinos Conecta – diretor da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Novo Hamburgo e região, Fauston Saraiva

Foto: Paulo Pires/GES

Sadi Macedo, morador bairro Fátima

O Grupo Sinos Conecta também teve a presença da comunidade. O morador bairro Fátima, em Canoas, Sadi Macedo, 75 anos, demonstrou preocupação com a preparação da cidade para eventos extremos.

“Eu tenho interesse em saber o dinheiro distribuído aos municípios. A gente tem muita dúvida porque a gente não sabe quanto de dinheiro realmente foi destinado para Canoas. O que já foi usado e o que não foi usado para proteção”, comenta o aposentado que integra um grupo de mensagens com mais de mil moradores do lado sudoeste da cidade.

Grupo Sinos Conecta - morador bairro Fátima, em Canoas, Sadi Macedo, 75 anos | abc+



Grupo Sinos Conecta – morador bairro Fátima, em Canoas, Sadi Macedo, 75 anos

Foto: Paulo Pires/GES

 

Assista ao vídeo:

Grupo Sinos realiza o fórum "O RS diante de um novo alerta climático"
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