Alunos da rede estadual de ensino de Novo Hamburgo têm enfrentado realidades térmicas bastante distintas nas escolas. Na manhã desta segunda-feira (24), a reportagem observou essa variação. Por um lado, a Escola Seno Frederico Ludwig, localizada no bairro Canudos, conta com ar-condicionado em todas as salas de aulas, proporcionando uma temperatura térmica de 22 graus.
Em contrapartida, a Escola Antonio Conselheiro, na mesma área, enfrenta o calor intenso, atingindo sensações térmicas de quase 35 graus mesmo com ventiladores em funcionamento. A realidade da última não é única na cidade. Também há revezamento de atendimento presencial ou troca de salas em outras instituições de ensino.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
As condições climáticas durante as aulas têm gerado discussões em busca de soluções efetivas. A solicitação de suspensão de aulas em escolas estaduais, moptiva pelo calor, está condicionada a uma reunião. O Cpers, sindicato dos professores, que formalizou o pedido, e a Secretaria de Educação, que recebeu a demanda, confirmaram que o encontro está previsto para ocorrer nesta terça-feira (25).
Sensação térmica de quase 35 graus

Foto: Susi Mello/GES-Especial
Monique Cougo, vice-diretora do turno da manhã da Antônio Conselheiro e professora de inglês no turno da tarde, relatou a realidade das salas de aulas. “São quase 70 alunos que chegam a suportar uma sensação térmica de 35 graus”, contou, destacando a precariedade do ambiente no terceiro piso da escola.
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Na Antônio Conselheiro, a alternativa tem sido os ventiladores. No entanto, alguns ambientes contam com ar condicionado, inativo devido a necessidade de uma reforma elétrica.
A diretora Roberta de Farias explica a situação. Ela salienta que há necessidade de reformas estruturais. “Precisamos substituir toda a instalação elétrica. Estamos aguardando que essa questão se resolva. Embora tenhamos verba de Autonomia e programa Agiliza, a falta de adequação estrutural é um obstáculo”, explica.
Ar condicionado para o bem-estar dos alunos

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Já na Seno Frederico Ludwig, na manhã desta segunda-feira, tinha até aluno com moletom de manga longa. O diretor da instituição, José Silon Ferreira, com exceção do ginásio, todas salas de aula, laboratórios, salas de apoio dispõem de ar condicionado. “Se meus alunos não têm ar condicionado em casa, na escola eles têm. Meus alunos têm que sentir o que é bom”, declarou o diretor na manhã desta segunda, em uma das salas de aula.
Desde 2021, Ferreira começou o processo para instalação. Agora são 32 aparelhos. “As últimas salas foram de Humanas e de Temática” O meu recurso é o mesmo de todo mundo e sempre tive a meta que a escola toda fosse climatizada”, salienta.
Trocas de salas e revezamentos
Outras duas escolas hamburguenses têm buscado alternativas para estudantes. Na Vila Becker, no bairro Operário, não são todas salas com ar condicionado. Colegas do 3º ano, Gabriela Borges Petry e Manuela Gebing, ambas com 17, pediram o controle do ar- condicionado da sala de vídeo para onde a turma foi na manhã desta segunda para a aula de Língua Portuguesa.
A troca ocorre porque a sala da turma só tem ventilador que não dá conta de altas temperaturas. O vice-diretor Luis Kayser conta que algumas salas não têm ar condicionado. Das 10 turmas, seis não têm ar condicionado.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
Já no bairro Lomba Grande, a escola Madre Benícia, iria dispensar na tarde de segunda-feira quatro das 13 turmas do turno da tarde, em um dos prédios, nos quais as salas do segundo piso são muito quentes. “Nós vamos fazer essa semana um revezamento no atendimento presencial, porque a gente não pretende usar prédios que têm menos conforto térmico”, explica a diretora Cristiane Gazola.
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