O Cpers, sindicato dos professores do Rio Grande do Sul, enviou um ofício para a Secretaria da Educação do Estado (Seduc), na última sexta-feira (21), pedindo a suspensão das aulas da rede estadual na próxima semana, por conta de uma nova onda de calor. Nos próximos dias, as temperaturas podem chegar aos 40ºC, conforme a MetSul Meteorologia.
ENTENDA: ONDA DE CALOR: O que esperar dia a dia e quando será o pico das temperaturas no RS

Foto: Pixabay
O Cpers pede a suspensão, “especialmente nos dias 25 e 26 de fevereiro [terça e quarta]”, quando há previsão de temperaturas mais altas.
O sindicato afirma que solicitou uma reunião com a Seduc “para exigir soluções imediatas às demandas relacionadas à estrutura das escolas”. Assim, o governo deverá apresentar um plano emergencial para climatização e a ventilação das instituições de ensino da rede estadual.
Em nota, a Seduc afirmou que a reunião será agendada com o sindicato na próxima semana. Além disso, disse que reforçou as orientações, junto às Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), sobre medidas de prevenção para a realização das aulas durante as altas temperaturas, ainda na sexta-feira.
Dentre as orientações, estão:
- possibilidade de antecipar ou adiar o horário de entrada e saída para evitar os momentos mais quentes do dia;
- não realização de atividades físicas diante de picos de calor;
- ampliação do acesso à hidratação;
- adaptação do cardápio da merenda escolar e reorganização das atividades ao ar livre, priorizando espaços cobertos e ventilados.
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Infraestrutura das escolas
Sobre a infraestrutura das escolas, a Seduc destacou que R$ 180 milhões foram destinados para a rede estadual por meio do Agiliza Educação, para a preparação do ano letivo de 2025. “Os valores podem ser utilizados pela equipe diretiva da escola na compra de ventiladores, água, protetor solar, bebedouros, cortinas, e em reparos básicos em redes hidráulicas e elétricas.”
“As Coordenadorias Regionais de Educação mantêm monitoramento constante em relação a casos específicos que necessitem avaliação sobre as condições de atendimento”, reitera.
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