A Secretaria Estadual da Saúde confirmou na noite desta quinta-feira (11) que investiga um caso suspeito de ebola em Novo Hamburgo. Trata-se de um homem de 64 anos que esteve em Uganda nas últimas semanas. O paciente já testou positivo para malária, mas a suspeita de ebola está mantida. O tratamento para malária já foi iniciado.

Foto: Arquivo/GES
O paciente foi atendido na rede de saúde e nesta sexta-feira (12) será transferido para o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. Caso a doença seja confirmada, o homem deverá ser levado para um hospital de referência no assunto no País. A análise é feita em laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Rastreamento de contatos
Segundo a Secretaria da Saúde, o Ministério da Saúde já foi comunicado. Autoridades de saúde de Novo Hamburgo também trabalham no monitoramento. O mapeamento de pessoas que tiveram contato com o paciente já foi iniciado. Elas serão acompanhadas pelos próximos 30 dias, período suficiente para identificar o surgimento de sintomas.
O Brasil nunca registrou um caso de ebola. Em 2014 e 2015, duas suspeitas chegaram a ser notificadas, mas os exames deram resultado negativo. O Ministério da Saúde diz que possui um plano de contingência nacional para febres hemorrágicas virais que prevê, entre outros, identificação precoce de casos suspeitos, com notificação imediata; isolamento seguro do paciente; e monitoramento de contatos para reduzir o risco de transmissão.
Os sintomas da doença
Os principais sintomas do vírus ebola são febre, fadiga, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. O período entre a infecção e os primeiros sintomas é de aproximadamente três semanas. O que costuma diferenciar a doença de outras, mais comuns, é a presença marcante de febre, com menos sintomas respiratórios.
A evolução do quadro normalmente vem acompanhada de vômito, diarreia, dor abdominal, erupções na pele e comprometimento das funções dos rins e do fígado. Nos casos mais graves há sangramento interno e externo. Não existe vacina contra o ebola. Também não existe remédio específico para a doença.
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