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RIO GRANDE DO SUL

Estudante de engenharia que tentou se formar na Ufrgs com suástica no rosto é morador de Novo Hamburgo

Caso é investigado pela Polícia Civil após denúncia de deputado gaúcho e universidade diz que registrará ocorrência na Polícia Federal

Estudante de engenharia que tentou se formar na Ufrgs com suástica no rosto é morador de Novo Hamburgo
Publicado em: 19/02/2025 às 14h:47 Última atualização: 21/02/2025 às 14h:14
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Um aluno da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), natural e morador de Novo Hamburgo, tentou participar da cerimônia de formatura com uma suástica pintada no rosto. O caso aconteceu nesta terça-feira (18) no Campus Centro da instituição, em Porto Alegre.

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Vinicius Krug de Souza | abc+



Vinicius Krug de Souza

Foto: Reprodução/Redes sociais

ATUALIZAÇÃO: Morador de Novo Hamburgo que tentou se formar com suástica pintada no rosto nega apologia ao nazismo

O formando do curso de Engenharia de Minas teria desenhado o símbolo supostamente nazista momentos antes do início da colação de grau. Segundo a Polícia Civil (PC), Vinicius Krug de Souza, de 28 anos, chegou a comparecer com a pintura no registro fotográfico anterior a cerimônia.

Conforme o centro de educação, ao serem informados sobre a situação, o vice-reitor e o coordenador de segurança foram até a sala onde os formandos se preparavam e proibiram o estudante de participar do evento com a figura na face. 

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Diante da repressão, o aluno teria dito que o desenho representava um símbolo hindu, negando estar ostentando uma marca do nazismo. Ele, então, foi avisado de que, caso não retirasse o desenho, a Polícia Federal (PF) seria acionada e o próprio órgão avaliaria se se tratava se um símbolo nazista ou não.

Vinícius concordou em apagar a pintura, mas manteve no rosto outros símbolos, sem relação com o nazismo. Posterior ao episódio, ele pôde subir no palco e participar da formatura normalmente.

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“Também é importante destacar que a decisão da universidade de dar prosseguimento à cerimônia dentro da possível normalidade diante deste inadmissível episódio deve-se à consideração aos demais formandos, seus familiares e convidados que estavam reunidos em um momento de celebração”, destaca, em nota, a Ufrgs.

A universidade disse, ainda, que analisa quais medidas administrativas serão tomadas e afirma que registrará um boletim de ocorrência na Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (19). Procurada pela reportagem, até a publicação desta matéria, a PF ainda não havia se manifestado sobre o caso.

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Na Polícia Civil, a história foi denunciada, ainda na terça-feira, pelo deputado estadual Leonel Radde. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI), coordenada pela delegada Tatiana Barreira Bastos.

Em nota, a PC disse que “a investigação seguirá os trâmites da Polícia Judiciária, garantindo a devida responsabilização caso haja comprovação da materialidade delitiva”. “Nenhum espaço será dado ao discurso de ódio. O combate ao neonazismo é uma luta permanente e a Polícia Civil do RS segue atuante para garantir que a legislação seja cumprida”, ressalta a PC.

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A reportagem também tentou contato com familiares de Vinicius, mas não teve retorno até a última atualização da matéria. O espaço segue aberto.

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A apologia ao nazismo é crime no Brasil, conforme prevê a Lei 7.716/89, e configura grave violação aos princípios democráticos e aos direitos humanos, com pena prevista de até cinco anos de reclusão.

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