Nicole Machado, investigada por ter matado Micael Müller, 28 anos, a facadas, publicou nesta segunda-feira (16) um vídeo em uma rede social. A mulher, de 29 anos, alega na publicação que agiu em legítima defesa no dia do fato ocorrido em Igrejinha, no Vale do Paranhana.
Emocionada na gravação, ela alega que sofria agressões, ameaças e humilhações. O caso aconteceu na madrugada do dia 10 de junho.

Foto: Arquivo pessoal
A família de Micael Müller contesta a versão de Nicole. “Me senti na obrigação de vir esclarecer os fatos. Nunca imaginei passar por isso que estou passando hoje. Eu amava o Micael. Nossa história sempre foi cheia de idas e vindas, momentos bons e momentos difíceis, mas com o tempo tudo foi se tornando em agressões, ameaças constantes. Ele ficava ameaçando eu e minha família”, disse a mulher, que confessou o crime e alegou legítima defesa.
Nicole responde ao crime em liberdade. O relacionamento de Nicole e Micael durou cerca de um ano e três meses.
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Humilhações constantes
Também durante o vídeo, Nicole afirma que sofria humilhações constantes por parte de Micael e que, por isso, tentava por um fim na relação.
“Ele me me humilhava, me chamava de gorda e vagabunda. Tentei me afastar muitas vezes dele. Me manipulava e eu acreditava nele e, mais uma vez acreditei e nada mudava”, disse, afirmando que cedia aos pedidos para manter a relação, já que, segundo ela, ele afirmava que mudaria.
“Ele tinha muito ciúme de mim. Cheguei a pedir ajuda, e foi quando fiz a medida protetiva.”
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Medida protetiva
No início de junho, Nicole registrou ocorrência contra o homem por violência doméstica, data em que obteve o deferimento de uma medida protetiva. À reportagem do Jornal NH, ela contou que tomou essa iniciativa para que o homem não a procurasse mais e também bloqueou os contatos com Micael Müller.
“Fiz a medida protetiva para ele não vir atrás de mim. Mas ele insistia em me procurar”.
“Muita gente tem questionado o fato de eu ter ido até ele, mesmo com medida protetiva. Mas eu fui porque ele insistiu e mandou mensagem do telefone do serviço e que eu era a mulher da vida dele”, desabafa.
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O dia do crime
Nicole conta que no dia do fato eles se encontraram na casa de Micael, a pedido de dele e passaram a tarde juntos. “À noite, ele queria me ver novamente e ir lá em casa. Mas eu não deixei por conta da medida protetiva”, relembra.
“Cozinhei os pinhões e tomamos vinho. Ele fumou maconha e ficou muito estranho. Foi quando ele trancou a porta, pegou meu telefone e começou a brigar por ciúmes, me ameaçando e dizendo que ia divulgar as fotos íntimas minha que tinha no celular dele.”
Nicole conta que, ao tentar pegar o telefone, foi quando ambos entraram em vias de fato. “Foi tudo muito rápido. Ele começou a me sufocar, foi quando peguei a faca debaixo do travesseiro e me salvei. Diferente do que estão falando, ele quem me trancou. Tanto que tive de pular a janela para sair da casa”, explica.
“Única coisa que peguei dele foi o celular, com medo de que minhas fotos fossem vazadas”, finaliza a mulher.
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A reportagem aguarda manifestação da defesa da família de Micael a respeito das afirmações de Nicole. O espaço está aberto.