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IGREJINHA

"Eu amava o Micael": Mulher que matou ex-namorado a facadas grava vídeo alegando legítima defesa; assista

Nicole Machado usou as redes sociais para se manifestar; ela afirma que sofria agressões, ameaças e humilhações de Micael Müller

Publicado em: 16/06/2025 às 15h:24 Última atualização: 16/06/2025 às 16h:24
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Nicole Machado, investigada por ter matado Micael Müller, 28 anos, a facadas, publicou nesta segunda-feira (16) um vídeo em uma rede social. A mulher, de 29 anos, alega na publicação que agiu em legítima defesa no dia do fato ocorrido em Igrejinha, no Vale do Paranhana.

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Emocionada na gravação, ela alega que sofria agressões, ameaças e humilhações. O caso aconteceu na madrugada do dia 10 de junho.

Nicole se manifestou em vídeo e alegou legítima defesa | abc+



Nicole se manifestou em vídeo e alegou legítima defesa

Foto: Arquivo pessoal

A família de Micael Müller contesta a versão de Nicole. “Me senti na obrigação de vir esclarecer os fatos. Nunca imaginei passar por isso que estou passando hoje. Eu amava o Micael. Nossa história sempre foi cheia de idas e vindas, momentos bons e momentos difíceis, mas com o tempo tudo foi se tornando em agressões, ameaças constantes. Ele ficava ameaçando eu e minha família”, disse a mulher, que confessou o crime e alegou legítima defesa.

Nicole responde ao crime em liberdade. O relacionamento de Nicole e Micael durou cerca de um ano e três meses.

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Humilhações constantes

Também durante o vídeo, Nicole afirma que sofria humilhações constantes por parte de Micael e que, por isso, tentava por um fim na relação.

“Ele me me humilhava, me chamava de gorda e vagabunda. Tentei me afastar muitas vezes dele. Me manipulava e eu acreditava nele e, mais uma vez acreditei e nada mudava”, disse, afirmando que cedia aos pedidos para manter a relação, já que, segundo ela, ele afirmava que mudaria.  

“Ele tinha muito ciúme de mim. Cheguei a pedir ajuda, e foi quando fiz a medida protetiva.”

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Medida protetiva

No início de junho, Nicole registrou ocorrência contra o homem por violência doméstica, data em que obteve o deferimento de uma medida protetiva. À reportagem do Jornal NH, ela contou que tomou essa iniciativa para que o homem não a procurasse mais e também bloqueou os contatos com Micael Müller.

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“Fiz a medida protetiva para ele não vir atrás de mim. Mas ele insistia em me procurar”.

“Muita gente tem questionado o fato de eu ter ido até ele, mesmo com medida protetiva. Mas eu fui porque ele insistiu e mandou mensagem do telefone do serviço e que eu era a mulher da vida dele”, desabafa.

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O dia do crime

Nicole conta que no dia do fato eles se encontraram na casa de Micael, a pedido de dele e passaram a tarde juntos. “À noite, ele queria me ver novamente e ir lá em casa. Mas eu não deixei por conta da medida protetiva”, relembra.

“Cozinhei os pinhões e tomamos vinho. Ele fumou maconha e ficou muito estranho. Foi quando ele trancou a porta, pegou meu telefone e começou a brigar por ciúmes, me ameaçando e dizendo que ia divulgar as fotos íntimas minha que tinha no celular dele.”

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Nicole conta que, ao tentar pegar o telefone, foi quando ambos entraram em vias de fato. “Foi tudo muito rápido. Ele começou a me sufocar, foi quando peguei a faca debaixo do travesseiro e me salvei. Diferente do que estão falando, ele quem me trancou. Tanto que tive de pular a janela para sair da casa”, explica.

“Única coisa que peguei dele foi o celular, com medo de que minhas fotos fossem vazadas”, finaliza a mulher. 

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A reportagem aguarda manifestação da defesa da família de Micael a respeito das afirmações de Nicole. O espaço está aberto.

Mulher afirma ter agido em legítima defesa em caso de homem morto a facadas em Igrejinha
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