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DE OLHO NO TEMPO

Extremos de chuva e calor: Previsão para o resto de julho tem mais volumes excessivos ao RS

Em condições normais, o mês costuma ser época de frio mais frequente e, no caso do Rio Grande do Sul, de maior regularidade de chuva

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Publicado em: 17/07/2026 às 07h:42 Última atualização: 17/07/2026 às 07h:43
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A segunda quinzena de julho deve marcar uma mudança importante no clima do Centro-Sul do Brasil. A projeção da MetSul Meteorologia indica um período com chuva acima da média no Sul e temperaturas muito acima do normal em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e também em áreas do próprio Sul.

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Extremos no tempo vão marcar o fim de julho | abc+



Extremos no tempo vão marcar o fim de julho

Foto: MetSul

O mês de julho é o centro do inverno climático, formado por junho, julho e agosto. Em condições normais, costuma ser uma época de frio mais frequente e, no caso do Rio Grande do Sul, também de maior regularidade de chuva. Já no Centro do país, o período normalmente é mais seco, com precipitações escassas em várias áreas.

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Como o clima costuma se comportar em julho

Em Porto Alegre, julho tem historicamente a menor média de temperatura mínima do ano, com 10,4°C, além da menor média máxima, de 19,7°C. A temperatura média mensal é de 14,1°C, também a mais baixa entre os meses. Ao mesmo tempo, o volume médio de chuva em julho na capital gaúcha chega a 163,5 mm, o maior do ano.

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Em São Paulo, o mês representa o auge da estação seca. A precipitação média histórica é de apenas 48,4 mm, bem abaixo dos 292,1 mm registrados em janeiro. Na capital paulista, as mínimas médias de julho ficam em 12,5°C, enquanto as máximas médias giram em torno de 22,9°C, valores entre os mais baixos do calendário.

Rio Grande do Sul deve concentrar os maiores volumes de chuva

A primeira metade do mês já teve episódios de chuva intensa no Sul, com cheias e inundações em algumas localidades do norte gaúcho, Santa Catarina e parte do Paraná. Para a segunda metade de julho, os dados analisados pela MetSul indicam que os excessos de chuva podem continuar e até se intensificar em grande parte do Rio Grande do Sul.

Os acumulados ao longo de 15 dias podem ficar entre 100 mm e 200 mm em muitos municípios, com marcas de 200 mm a 300 mm em algumas áreas. Não está descartada a ocorrência de volumes ainda maiores em pontos isolados, sobretudo pela atuação de uma frente semi-estacionária em um contexto de bloqueio atmosférico.

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Centro-Oeste e Sudeste terão pouca chuva e muito calor

No Centro-Oeste e no Sudeste, a tendência é oposta. A segunda metade de julho deve ter precipitação escassa, abaixo da média na maior parte das cidades e, em alguns casos, sem chuva até o fim do mês. Municípios de São Paulo, Minas Gerais e Goiás estão entre os que podem passar o restante de julho sem registro significativo de precipitação.

Ao mesmo tempo, o calor ganha força com uma massa de ar quente e seco. Em Mato Grosso, a maioria dos dias da quinzena deve ter máximas entre 35°C e 40°C. O calor também deve se destacar em Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais, com destaque para a capital paulista, que pode ter vários dias próximos ou acima de 30°C.

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Capitais também devem sentir a mudança no padrão do tempo

O Rio de Janeiro deve registrar dias mais quentes a partir da próxima semana, enquanto Belo Horizonte tende a aquecer de forma acentuada a partir do meio da semana seguinte. No Sul, mesmo com a chegada de ar mais frio após o evento de instabilidade, a intensidade deve ser insuficiente para reverter os desvios positivos de temperatura previstos para o período.

Assim, julho deve terminar com uma forte divisão climática no país: muita chuva em parte do Sul e calor acima da média em grande parte das regiões centrais e do Sudeste. O quadro reforça a variabilidade típica do inverno, mas com extremos mais evidentes nesta reta final do mês.

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