O único ritmo musical com origem reconhecidamente gaúcha, nascido nos Campos de Cima da Serra, será novamente celebrado. As inscrições para a 32ª edição do Festival Ronco do Bugio, em São Francisco de Paula, estão abertas.

Foto: Divulgação
O evento será realizado nos dias 29 e 30 de agosto, no CTG Rodeio Serrano. As inscrições seguem até o dia 6 de julho e devem ser feitas exclusivamente por e-mail, pelo endereço roncodobugiosaochico@gmail.com.
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As composições devem ser inéditas, não podendo ter sido gravadas ou divulgadas comercialmente. A seletiva local é voltada a artistas nascidos ou residentes há pelo menos três anos em São Francisco de Paula, e é preciso comprovar a residência.
A melhor composição local receberá o prêmio “Ronco da Terra”, com troféu e R$ 3 mil. Já na fase geral, as dez composições classificadas e outras quatro vindas da fase local disputam as premiações principais, com destaque para os três primeiros colocados, que receberão prêmios em dinheiro de até R$ 8 mil, além de troféus. Também serão reconhecidos o melhor instrumentista, melhor intérprete e a música mais popular do evento.
A grande novidade de 2025 é a criação da categoria “Instrumental de Gaita”, que premiará a melhor execução individual no ritmo bugio, reforçando a valorização do instrumento símbolo da música regional. O vencedor levará troféu e R$ 1 mil. As inscrições para essa modalidade devem ser feitas separadamente.
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Sobre o Festival
O Festival Ronco do Bugio foi criado nos anos 1980 e se tornou referência no calendário tradicionalista do Rio Grande do Sul por uma característica singular: é o único festival do Brasil em que todas as composições inscritas devem obrigatoriamente seguir o ritmo bugio.
Essa exigência o tornou conhecido como “O Festival Mais Autêntico do Rio Grande do Sul”, em virtude da defesa radical de uma manifestação cultural própria, que remonta aos gaiteiros serranos que, inspirados pelo ronco do primata bugio, deram forma a esse ritmo inconfundível. Ainda que existam festivais dedicados a outros gêneros tradicionais em países vizinhos, como o chamamé na Argentina, nenhum outro impõe exclusividade rítmica como o evento realizado em São Francisco de Paula.
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Além de valorizar as raízes da música regional, resgata a história de formação do município, marcada pela presença dos tropeiros, povoadores e desbravadores do Planalto das Araucárias.