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RIO GRANDE DO SUL

Fiergs, Farsul e Fecomércio cobram ação imediata do Estado para desassorear rios e recuperar diques

Manifesto é assinado pelos presidentes das três entidades; pedido é para que desassoreamento vire uma política permanente

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Publicado em: 27/06/2025 às 17h:47 Última atualização: 27/06/2025 às 17h:48
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As três principais federações do Rio Grande do Sul entregaram no fim da tarde desta sexta-feira (27) ao governo do Estado um manifesto cobrando a adoção imediata do que chamam de “política estadual de desassoreamento sistemático e permanente dos rios e canais e construção, recuperação e manutenção contínua de diques e demais obras de contenção”.

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Desassoreamento de rios é uma pauta urgente, dizem federações | abc+



Desassoreamento de rios é uma pauta urgente, dizem federações

Foto: Paulo Pires/GES

Assinado pelos presidentes da Federação das Indústrias (Fiergs), da Federação da Agricultura (Farsul) e da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio), o documento diz que os eventos climáticos extremos “exigem mudanças estruturais na forma como lidamos com nossos recursos hídricos”.

As entidades dizem que “antes mesmo da série recente de enchentes, o assoreamento dos rios já comprometia a navegação, a logística hidroviária e a segurança hídrica de diversos municípios” e que as cheias “agravaram esse cenário, acelerando o acúmulo de sedimentos, reduzindo a vazão e dificultando o escoamento natural das águas”. “Ao mesmo tempo, a ausência ou fragilidade de diques e sistemas de proteção aumentou a vulnerabilidade das cidades e do campo”, reforçam.

Para a Fiergs, Farsul e Fecomércio, “o desassoreamento, por si só, não é solução única para os desastres climáticos. Mas é parte essencial de qualquer estratégia séria e integrada de adaptação e prevenção, especialmente quando falamos da preservação de vidas, da retomada econômica e da segurança da infraestrutura urbana e rural”.

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O manifesto defende que “reparar a capacidade dos rios de cumprir sua função mais básica — transportar água — é urgente. E é também estratégico: a economia precisa de rios navegáveis, rios vivos, rios desobstruídos”.

As entidades reconhecem os esforços do poder público “para enfrentar essa situação sem precedentes”, mas fazem um apelo “de forma respeitosa e construtiva, para que haja maior celeridade nos processos de contratação das empresas responsáveis pelo desassoreamento”.

A proposta é que o governo estadual inclua o desassoreamento de rios como política pública permanente; elabore planos técnicos regionalizados, com base científica e participação comunitária; priorize a construção e manutenção de diques e demais obras de contenção; mobilize recursos para obras e adote medidas administrativas que acelerem todas essas etapas.

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O manifesto das federações é a segunda cobrança institucional que o governo gaúcho recebe somente nesta semana sobre a demora nas obras de proteção. O Ministério Público Federal (MPF) informou que já está fazendo um levantamento de necessidades e projetos das bacias do Sinos, Caí, Taquari e Jacuí para, depois, cobrar agilidade das ações por parte do governo estadual.

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