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AMEAÇA À CITRICULTURA

Greening: O que é a doença sem cura que ameaça pomares e foi confirmada pela primeira vez no RS

Considerada uma das doenças mais severas da citricultura, enfermidade afeta todas as espécies de citros, reduz a produtividade, deforma os frutos e pode levar à morte das plantas

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Publicado em: 12/06/2026 às 12h:26 Última atualização: 12/06/2026 às 12h:27
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Os primeiros casos de greening (HLB) em plantas cítricas foram confirmados no Rio Grande do Sul após análises realizadas por laboratórios da rede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As amostras foram coletadas em um pomar doméstico no município de Palmitinho, no Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina.

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Doença sem cura considerada uma das mais severas da citricultura é confirmada pela primeira vez no RS | abc+



Doença sem cura considerada uma das mais severas da citricultura é confirmada pela primeira vez no RS

Foto: Fernando Dias/Seapi

Considerada uma das doenças mais severas da citricultura mundial, a enfermidade afeta todas as espécies de citros e, até o momento, não possui tratamento eficaz para plantas infectadas.

Entre os principais sintomas estão o amarelecimento das folhas, a produção de frutos pequenos, deformados e com sabor amargo, além da redução da produtividade. Em casos mais avançados, a doença pode provocar a morte de plantas como laranjeiras, limoeiros e bergamoteiras.

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Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a transmissão ocorre por meio do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável por disseminar a bactéria causadora da doença.

A propriedade onde o foco foi identificado possui cerca de 20 mudas de citros. As plantas infectadas serão erradicadas e também será realizado o controle do inseto transmissor para evitar a disseminação da doença.

A principal hipótese é que a introdução do greening no Rio Grande do Sul tenha ocorrido por meio da aquisição de mudas irregulares já contaminadas.

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Apesar dos prejuízos para a produção agrícola, a doença não representa risco à saúde humana.

Monitoramento identificou primeiro foco após anos de vigilância

Entre novembro de 2025 e março de 2026, a Secretaria da Agricultura monitorou 374 armadilhas instaladas em pomares de 77 municípios gaúchos para detectar a presença do psilídeo, inseto transmissor do greening.

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Além disso, foram realizadas 211 inspeções em pomares de 65 municípios ao longo de 2025. Na ocasião, 13 amostras de material vegetal com suspeita da doença foram analisadas, todas com resultado negativo.

Em 2026, até a confirmação do foco em Palmitinho, outras oito amostras suspeitas haviam sido coletadas em 19 municípios e também apresentaram resultado negativo para a bactéria causadora da enfermidade.

Como ocorre a prevenção da doença

Entre as medidas de prevenção adotadas no Rio Grande do Sul estão o monitoramento contínuo de pomares, a fiscalização e o controle do trânsito de material propagativo cítrico.

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A orientação das autoridades sanitárias é que produtores utilizem apenas mudas que atendam às exigências do Ministério da Agricultura quanto à origem e às condições sanitárias.

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As regras federais também determinam que o material de propagação de citros seja produzido em ambiente protegido e a partir de plantas matrizes certificadas.

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