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Virologista avalia suspeita de ebola em Novo Hamburgo: "Elementos apontam para descartar esse caso"; entenda a situação

Especialista afirma que não há risco comunitário para a população e destaca que paciente investigado já teve diagnóstico confirmado de malária

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 12/06/2026 às 10h:15 Última atualização: 12/06/2026 às 10h:28
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O caso suspeito de ebola investigado em Novo Hamburgo segue mobilizando autoridades de saúde e gerando preocupação na comunidade. O paciente, um homem de 64 anos que retornou recentemente de uma viagem a Uganda, na África, permanece sob acompanhamento médico e teve a suspeita da doença encaminhada para análise laboratorial.

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Apesar da investigação em andamento, o médico virologista e pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Universidade Feevale, Fernando Spilki, avalia a situação com menos preocupação. “Todos os elementos apontam para descartar esse caso”, afirma.

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Segundo Spilki, a investigação está sendo conduzida com base no princípio da precaução. Isso porque o paciente já recebeu diagnóstico de malária, doença que pode apresentar sintomas semelhantes aos do ebola em seus estágios iniciais.

Paciente está em isolamento na UPA Canudos, em Novo Hamburgo | abc+



Paciente está em isolamento na UPA Canudos, em Novo Hamburgo

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

O virologista destaca ainda que o cenário epidemiológico atual em Uganda não indica uma disseminação ampla da doença na comunidade. Conforme relatou, informações compartilhadas nesta semana por especialistas envolvidos no combate ao surto na África apontam que os casos registrados naquele país estão concentrados principalmente em ambientes hospitalares.

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“Praticamente todos os casos em Uganda até agora são de pessoas que tiveram contato com o vírus dentro de ambientes hospitalares. É muito improvável que uma viagem a Uganda, nesse momento, seja efetivamente um fator de risco maior”, observa.

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“Não há risco comunitário”, avalia especialista

Spilki também procurou tranquilizar a população em relação ao risco de transmissão da doença. “Não há um risco comunitário”, afirma. De acordo com ele, além de a suspeita provavelmente não se confirmar, o ebola não é uma doença transmitida pelo ar, como ocorre com vírus respiratórios. A transmissão exige contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada.

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O especialista acrescenta que os protocolos adotados pelas equipes de saúde são adequados para lidar com situações como esta. Entre as medidas estão o isolamento do paciente, o uso de equipamentos de proteção individual e o monitoramento dos contatos próximos.

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Protocolo

A Secretaria Estadual da Saúde confirmou na noite de quinta-feira (11) que investiga o caso suspeito. O paciente, que deu entrada na quarta-feira (10) na UPA Canudos, apresentando sintomas compatíveis com a suspeita de doença, já testou positivo para malária e iniciou tratamento para a doença, mas a suspeita de ebola foi mantida até a conclusão dos exames.

Ele está em isolamento na unidade de saúde. Nesta sexta-feira (12), deverá ser transferido para o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. As amostras coletadas estão sendo analisadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela confirmação ou descarte do caso.

O Ministério da Saúde foi comunicado sobre a investigação. Paralelamente, equipes da vigilância epidemiológica iniciaram o rastreamento das pessoas que tiveram contato com o paciente. Elas serão monitoradas pelos próximos 30 dias, período considerado suficiente para identificar o eventual surgimento de sintomas relacionados à doença.

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