Gramado há mais de uma semana está respirando o melhor das produções audiovisuais nacionais. Com o tapete vermelho estendido na Rua Coberta, o Festival de Cinema é momento de celebração, de encontros e de descobertas.
QUEM SERÃO OS VENCEDORES: Kikitos para os melhores longas gaúchos e curtas brasileiros serão entregues nesta sexta-feira

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Edson Celulari, 67 anos, é uma das personalidades que abrilhantam esta 53ª edição. O ator foi homenageado, em 2018, com o Troféu Oscarito, dedicado a grandes nomes do cinema brasileiro. Além disso, já circulou em diversos momentos no evento da Serra gaúcha, como concorrente aos Kikitos e convidado.
Com quase 50 anos de carreira e colecionando protagonistas em novelas, séries e minisséries na televisão, neste ano, ele compõe o júri da mostra competitiva de longas-metragens brasileiros, ao lado da também atriz Isabel Fillardis e dos cineastas Sérgio Rezende, Fernanda Lomba e Petrus Cariry.
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Para Edson, “uma responsabilidade adorável e um privilégio”, pois encontra amigos de longa data e descobre novos talentos no cinema nacional.
O ator brinca que jamais poderia dizer sobre os critérios adotados para as decisões, mas cita que é preciso desfrutar das sessões e ir comparando os longas exibidos. No sábado, dia 23, a partir dos julgamentos, serão entregues 14 Kikitos para os seis concorrentes na mostra.
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O primeiro contato do júri com as produções ocorre nas sessões no Palácio dos Festivais. “A gente tem as distrações de estar em um cinema, mas é um privilégio acompanhar a reação da plateia. A gente faz os filmes para as plateias e esse contato dá um sentido de observação. Estou gostando”, reforça.
Com mãe gaúcha, de Candelária, Edson frisa que tem uma relação muito próxima com o Rio Grande do Sul. “Estou muito feliz e sou sempre muito acarinhado aqui”, revela, ao falar sobre as passagens por Gramado. “É um festival incrível e, a cada ano que venho, me surpreendo porque é cada vez maior e mais sólido. E foi retomado com muita força, após a tragédia do ano passado”, complementa.
“Eu pertenço ao cinema brasileiro, ao audiovisual brasileiro e aqui em Gramado você sente a força dessa cultura do cinema no Brasil”, atesta.
Coroando a participação dele no evento deste ano, o artista foi eternizado na Calçada da Fama de Gramado.
Mostra paralela
Edson também participou da exibição especial, em Gramado, do filme Área de Risco, que é dirigido e protagonizado por ele. O longa apresenta a história de um engenheiro que celebra dez anos de casamento, enquanto alimenta o sonho de ter o primeiro filho. A trama de suspense é marcada por segredos, desconfianças e um desastre ambiental. O agora também diretor sublinha a emoção desta nova etapa da trajetória profissional.
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Carinho dos fãs
Edson circula pelo tapete vermelho desde o sábado, dia 16. Em todos os momentos que faz aparições, é aplaudido e aclamado pelo público. “Eu vejo aquelas pessoas que estão ali na grade e no frio disponíveis para ver o artista, e quero escutar e agradecer pelo carinho. É o público mais presente em todos os festivais de cinema do Brasil”, pondera.
Falando em frio, o ator comenta que gosta desse clima. “Faz parte desse glamour que o Festival de Cinema de Gramado tem: ser inverno, ter o tapete vermelho. Venho para cá sempre com muita alegria”, ressalta.
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“É uma experiência única participar do festival, não só pelo aspecto cultural que fervilha, mas a cidade é extremamente preparada para receber o turista. Todos são muito gentis e há uma cortesia espalhada pela cidade. Venha a Gramado e ao festival”, convida
“Não desistam”, aconselha o ator a quem está começando
Edson é uma referência para o setor audiovisual brasileiro. No final de semana, ele esteve presente na entrega das premiações dos curtas-metragens gaúchos e salienta a emoção que rodeou a cerimônia. “Eu vi a vibração daqueles grupos quando eram chamados, ganhavam os prêmios. Eu não tinha o que dizer, porque eles já têm o que é mais necessário: o entusiasmo, vontade, paixão e entrega”, acentua.
Como dica para quem está começando e quer seguir no ramo, ele é enfático. “Não desistam”, aconselha. “Não é um ofício simples. A gente tem um mercado que oscila muito e isso traz insegurança, principalmente para aqueles que estão começando. Mas é nessa hora que é preciso provar que a paixão por aquilo que você escolheu é imensa e maior do que tudo. Continue, tem que ser perseverante”, completa.
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