Rodrigo Santoro foi o grande destaque da noite de estreia do Festival de Cinema de Gramado. Para recebê-lo, o tradicional tapete vermelho da Rua Coberta ficou azul, na sexta-feira (15). Isso porque o filme estrelado pelo artista, O Último Azul, teve uma exibição especial na abertura do evento. Em um momento repleto de emoção, o ator teve a carreira e a trajetória internacional reconhecidas ao receber o Kikito de Cristal.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Há 32 anos nas telinhas e telonas do País e do mundo, Rodrigo Santoro completa 50 anos, no dia 22 de agosto. “É uma honra imensa receber esse reconhecimento, especialmente em Gramado, pelo reconhecimento que o festival tem para o cinema brasileiro e latino-americano”, destaca, ao relembrar que o evento foi o primeiro festival audiovisual que frequentou como espectador.
Agradecendo pela honraria, ele cita que este é o primeiro prêmio que recebe no Brasil pela carreira internacional. “Nesse percurso, uma coisa que eu aprendi é que fronteiras são mais concretas na geografia. A nossa essência, sonhos e dores são universais. Foi levando a verdade de personagens que dei vida a diferentes culturas, idiomas e realidades, mas sempre conectado com a minha essência, DNA e o meu coração, que é absolutamente brasileiro”, pondera.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Como parte da homenagem, o artista foi eternizado na Calçada da Fama de Gramado. “É uma honra estar junto de companhias tão boas, que ajudaram a escrever a história do cinema brasileiro”, comenta.
Estreia “em casa”
Os olhares estavam voltados para o artista, que movimentou o então tapete azul e causou alvoroço dos fãs. O Último Azul, de Gabriel Mascaro, teve estreia nacional em Gramado, após ser premiado internacionalmente. Para Rodrigo, uma estreia “em casa”.
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O longa foi vencedor do Urso de Prata, no Festival de Berlim deste ano, conquistou o Prêmio do Júri Ecumênico e o troféu de Melhor Filme Ibero-americano de Ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara (México).

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Conforme o ator, o filme é uma lição sobre o envelhecimento, com um olhar atento e investigativo. Na obra, é mostrada a necessidade de ter atenção e respeito aos idosos, de uma maneira inclusiva. “É uma questão completamente contemporânea e urgente, para a gente pensar e falar sobre isso. Mas o filme tem a habilidade de contar a história com senso de humor e muita poesia”, declara.
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Após toda a repercussão positiva no exterior, o elenco aponta para a emoção de estar no País. O filme chega aos cinemas no dia 28 deste mês. “Nos sentimos abraçados pelo festival. É uma homenagem muito bonita e a gente está muito feliz e esperando a reação do público”, conta, reforçando a importância do cinema independente nacional.

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
“É um momento especial e talvez um dos mais potentes do cinema brasileiro”, aponta Rodrigo, ao citar premiações que obras nacionais têm recebido. “O cinema brasileiro vem emocionando, encantando e empolgando o público brasileiro. Que a gente consiga converter esse orgulho e empolgação em presença nas salas de cinema, para a gente continuar contando as nossas histórias potentes para o mundo inteiro”, acentua.
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