O ator Rodrigo Santoro, a atriz Marcélia Cartaxo e a produtora Mariza Leão serão os grandes homenageados da 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado. As personalidades estarão na cidade durante o evento, que ocorrerá de 13 a 23 de agosto, para que tenham suas trajetórias profissionais reconhecidas pelo principal evento do setor no País.
ARTE BRASILEIRA: Divulgados os primeiros longas-metragens brasileiros que concorrem ao Kikito no Festival de Cinema de Gramado

Foto: Bertrand Lira, Ana Alexandrino e Jorge Bispo/Divulgação
Kikito de Cristal a Rodrigo Santoro
O Kikito de Cristal para Rodrigo Santoro será entregue, na sexta-feira, dia 15, no dia da abertura do festival. O ator completa 50 anos em agosto e começou a carreira atuando em novelas, mas depois se destacou em produções cinematográficas, como “Bicho de Sete Cabeças” (2000), de Laís Bodanzky e, em seguida, “Abril Despedaçado” (2001), de Walter Salles.
No cinema internacional, atuou em “Simplesmente Amor” (2003), “300” (2007), “Che” (2008), “O Golpista do Ano” (2009). Integrou o elenco das séries “Lost” (2004) e “Westworld” (2016).
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Sem deixar de atuar no Brasil, Rodrigo Santoro fez com que o cinema brasileiro fosse reconhecido em todo o mundo. Seu projeto mais recente é o filme “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, que conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, além do prêmio de Melhor Filme Ibero-americano de Ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara (México).
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O longa-metragem é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão “desfrutar” seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza (Denise Weinberg), uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. “O Último Azul” será exibido logo após a homenagem ao artista, no dia 15.
Troféu Eduardo Abelin – Mariza Leão
Uma das maiores produtoras de cinema do País, Mariza Leão será homenageada com o Troféu Eduardo Abelin, na segunda-feira, dia 18. O prêmio leva o nome de um dos pioneiros do cinema gaúcho e já foi entregue para nomes, como Carlos Reichenbach, Caca Diegues e Arnaldo Jabor.
Mariza iniciou a carreira no cinema ao lado de Sérgio Rezende quando o casal fundou, há exatos 50 anos, a Morena Filmes. Mariza foi a primeira diretora-geral da Riofilme e presidente do Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual. Ao longo da carreira, dirigiu curtas e produziu sucessos de público que somam mais de 20 milhões de espectadores, como a trilogia “De Pernas Pro Ar” (2010, 2012 e 2019), que teve os dois primeiros filmes dirigidos por Roberto Santucci e o terceiro por Julia Rezende, e as comédias “Meu Passado Me Condena 1 e 2” (2013 e 2015), de Julia Rezende.
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Outro marco foi o fenômeno “Meu Nome Não É Johnny” (2008), de Mauro Lima, vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Além dos blockbusters, sua filmografia inclui obras de grande prestígio artístico e histórico, como “Lamarca” (1994), “Guerra de Canudos” (1997) e “O Homem da Capa Preta” (1986), todas dirigidas por Sergio Rezende; o clássico “Nunca Fomos Tão Felizes” (1984), de Murilo Salles; e títulos da nova geração do cinema nacional, como “Ponte Aérea”, de Julia Rezende, e “Apenas o Fim”, de Matheus Souza.
Nos últimos anos, Mariza expandiu a atuação para as séries de televisão e streamings, produzindo títulos como “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente“ de Marcelo Gomes e Carol Minem, “Todo dia a Mesma Noite”, de Julia Rezende e sucesso de audiência da Netflix; “Questão de Família”, de Sergio Rezende; “Meu Passado Me Condena – A Série”, de Julia Rezende; e “Acerto de Contas”, de José Joffily.
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Em fase mais recente, produziu “A Porta ao Lado”, de Julia Rezende; “Eike – Tudo ou Nada”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade; “Meninas Não Choram”, com direção de Viviane Jundi; e “Mãe Fora da Caixa” de Manuh Fontes.
Atualmente, está à frente do longa “Perrengue Fashion”, uma comédia ambientada na Amazônia produzida em parceria com a Amazon Studios. Com uma carreira que une excelência artística, sucesso comercial e compromisso com o desenvolvimento do audiovisual nacional, Mariza Leão permanece como referência da produção cinematográfica brasileira.
Troféu Oscarito para Marcélia Cartaxo
A atriz Marcélia Cartaxo receberá, na terça-feira, dia 19 de agosto, o Troféu Oscarito, pelos seus mais de 40 anos de destaque no cinema brasileiro. A artista paraibana ficou conhecida pela interpretação de Macabéa em “A Hora da Estrela” (1985), baseado no livro homônimo de Clarice Lispector, papel que rendeu a ela o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim de 1986. Também atuou em longas, como “A Mãe” (2022), “Pacarrete” (2019), “O Céu de Suely” (2006) e “Madame Satã” (2001).
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