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NOVA DETERMINAÇÃO MUNICIPAL

Saiba o que dizem entidades da região sobre decretos que suspendem novos hotéis e restaurantes em Gramado

Medida foi anunciada pelo prefeito Nestor Tissot na manhã desta segunda-feira

Mônica Pereira
Publicado em: 30/06/2025 às 15h:33
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A vigência dos decretos que suspendem novas construções de hotéis e restaurantes em Gramado teve uma repercussão positiva entre as entidades do setor na região.

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DETERMINAÇÃO: “Há necessidade de uma parada para reestruturar a cidade”: Entenda regras dos decretos que freiam novos hotéis e restaurantes em Gramado

Entidades da região são favoráveis aos decretos que suspendem novos hotéis e restaurantes em Gramado



Entidades da região são favoráveis aos decretos que suspendem novos hotéis e restaurantes em Gramado

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

A medida, anunciada pelo prefeito Nestor Tissot, na manhã desta segunda-feira (30), determina que, por 180 dias, está interrompido o recebimento de novos projetos do setor hoteleiro na cidade, assim como a concessão de alvarás para estabelecimentos do setor gastronômico na área central. O intuito é ter mais tempo para reestruturar a cidade.

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O presidente do Sindtur Serra Gaúcha, Claudio Souza, parabeniza o Executivo pela atitude. Representante do setor patronal de hotéis e pousadas, ele enfatiza que estava sendo percebido um “empobrecimento da cadeia produtiva”. Isso devido à crescente demanda e diminuição do fluxo turístico dos últimos anos.

Dados da prefeitura ressaltam que, nos próximos 5 anos, somente com o que já existe e o que se tem aprovado, a cidade terá mais de 36,1 mil leitos em meios de hospedagens. Aliado a isso, a ocupação média dos últimos quatro anos foi de 56,72%.

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Os números apresentados pelo Executivo, conforme Claudio, são bem semelhantes aos da plataforma Flutua – criada pela entidade para monitorar o setor.

“Acredito que os seis meses não serão suficientes, mas é algo que vão ter que repensar lá na frente, porque nós precisamos equilibrar o fluxo e essa oferta”, salienta Claudio, destacando a dificuldade econômica enfrentada no País.

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O presidente da Abrasel Hortênsias, Marcelo Wazlawick, endossa a determinação da administração municipal. “A Abrasel entende e apoia a decisão da Prefeitura de Gramado. É um momento de responsabilidade. O setor de alimentação fora do lar é uma das forças indutoras do nosso turismo e sabemos que é o momento de planejar e pensar no futuro da nossa cidade”, frisa.

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Bernardo Tomazelli



Bernardo Tomazelli

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

Para o presidente da Planta, Bernardo Tomazelli, a decisão poderia até ter sido tomada antes, tendo em vista o planejamento da cidade, principalmente, em termos de infraestrutura. “Gramado, tem que escolher crescer e não ser escolhida. A gente entende que esse momento de 180 dias é para repensar nossa infraestrutura. Acho que Gramado tem que continuar crescendo, continuar sendo referência, mas a gente tem que preparar nossos jardins, senão as borboletas não vêm”, descreve o representante da entidade que reúne mais de 250 profissionais do setor imobiliário.

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“A infraestrutura é um tema que todos devem repensar para poder ter esse elemento básico para podermos crescer. Esses 180 dias talvez seja pouco para pensar, mas acho que tem que começar ontem a pensar nisso para podermos entender para onde a gente quer crescer e como a gente quer crescer”, finaliza. 

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