Com lotação máxima, muitas risadas e grande participação da comunidade. Assim foi a apresentação gratuita do espetáculo Sbørnia Kontr’Atracka, que ocorreu no Teatro Elisabeth Rosenfeld, na Câmara de Vereadores de Gramado, na noite de terça-feira (3). A iniciativa foi um oferecimento da Gramado Summit, que iniciou sua programação nesta quarta-feira (4).
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Com aproximadamente 1h30 de duração, o show que reúne comédia e música contou com a participação do Coro Vozes de Gramado, ou, como Kraus, interpretado por Hique Gomez diria, o “Coro das Montanhas da Cascadunha”.
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O espetáculo surpreendeu o público em diversos momentos, seja pelos efeitos especiais, seja pela ativa participação, com música e gestos. Pessoas da comunidade e crianças, inclusive, foram convidados ao palco para interpretar uma dança tipicamente “sbørniana”.
Durante o show, os atores ainda fizeram homenagens, após o hino da Sbørnia, com direito a “tiros de canhão” exibidos no telão a Elisabeth Rosenfeld e a Nico Nicolaiewsky, que fez o personagem “Maestro Pletskaya”, do espetáculo Tangos & Tragédias, junto de Hique, durante três décadas. O músico e ator faleceu em 2014, devido à leucemia. O momento foi marcado por grande emoção e arrancou aplausos fortes de quem assistia.
No encerramento, Kraus e Nabiha – interpretada por Simone Rasslan, junto do grupo gramadense, levaram todo o público para a frente da Casa Legislativa, onde fizeram uma rodinha e cantaram a música final, apresentando uma grande aproximação entre a dupla e a comunidade.
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“É sempre uma alegria subir as montanhas”
Esta não foi a primeira vez que a dupla subir a Serra gaúcha, para se apresentar no município. “É sempre uma alegria subir as montanhas da Cascadunha, encontrar o Coro da Cascadunha, que participa conosco. Fizemos um espetáculo no lago Joaquina Rita Bier, no meio da ilha, nos sentimos como se estivéssemos de volta a Sbørnia”, relembra Hique, interpretando Kraus durante a entrevista.
“Com Tangos e Tragédias viemos várias vezes, mas com o Sbørnia, esta é a segunda vez. Estamos realmente felizes, porque é a reestreia do Teatro Elisabeth Rosenfeld, com essa fachada tão original. É uma alegria estarmos aqui. São esses eventos que podem neutralizar qualquer tipo de susto que o pessoal tenha tido nos últimos anos, como a enchente. Eles trazem bem-estar, de estar vivo, de compartilhar coisas em grupo, de cultura”, comenta.
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“A música desperta a ocitocina, o hormônio do prazer, e viemos fazer isso, liberar ocitocina”, completa Simone, a Nabiha.
Sobre se ficariam na cidade para aproveitar as atrações, revelam que precisavam já retornar a capital. “Mas só estamos esperando o convite. Um galeto também”, dizem.
O espetáculo aborda uma narrativa entre tradição e modernismo. Mesmo há tantas décadas contando histórias, atualizam-se constantemente para as apresentações. “Mas o grande desafio é colocar um riso no rosto de alguém”, coloca Simone.
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