Quem precisa abastecer o automóvel em Gramado ou Canela está tendo que desembolsar mais no valor do litro. Os preços seguem instáveis e em constante aumento na região. Enquanto o preço médio da gasolina comum está em R$ 6,76, o diesel já atinge patamares em R$ 7,60.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
O custo fica 40 centavos acima do que dados recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicaram nos últimos dias. Na ocasião, a média nacional ficou próxima de R$ 6,30 por litro. O levantamento semanal, contudo, também apontava variações significativas entre municípios e até dentro de uma mesma cidade.
Segundo a ANP, esse comportamento reflete um mercado com preços livres, em que o valor final pode ser influenciado por fatores como custos de distribuição, logística, tributos e concorrência entre postos. Na prática, isso permite que cidades próximas apresentem diferenças nos preços, mesmo sem reajustes recentes nas refinarias.
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A Sulpetro afirma que as revendas seguem sendo abastecidas, mas em alguns casos com quantidades limitadas. As distribuidoras, conforme o relato, estariam recebendo os produtos de forma fracionada, em um contexto influenciado por fatores internacionais, como a instabilidade no mercado de petróleo.
O sindicato também aponta que o setor vem sendo impactado por variáveis geopolíticas e econômicas fora do controle dos revendedores, o que pode gerar oscilações no fluxo de estoque e na oferta de combustíveis. Nesse contexto, reforça que cada posto opera com sua própria estratégia comercial, dentro de um mercado de preços livres, e defende a transparência nas práticas adotadas.
Além disso, a entidade afirma que o aumento da demanda sobre os produtos refinados e a definição de cotas para retirada junto às distribuidoras contribuem para a imprevisibilidade no abastecimento, cenário que, segundo o setor, acaba refletindo diretamente no consumidor final.
“Fracionado, mas abastecimento normal”
Conforme funcionários de postos de combustíveis em Gramado, que preferem não se identificar, a elevação está relacionada ao custo do combustível importado e à redução na oferta. Em muitos casos, os estabelecimentos acabam repassando os valores praticados pelas distribuidoras, além de precisar enfrentar restrições nas compras.
“O abastecimento está normalizado, mas há dificuldades, pois houve um aumento na demanda, nas últimas semanas. E temos recebido o combustível, principalmente o diesel, de forma mais fracionada”, explica um frentista.
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Na última semana, postos tiveram atrasos no recebimento do diesel e até de gasolina. Em Canela, um empreendimento chegou a restringir no final de semana os consumidores em relação à quantidade de litros que poderiam ser adquiridos por motoristas.
Conforme pesquisa realizada pela reportagem, em cinco postos de Gramado, a gasolina comum mais barata foi encontrada na área central e no bairro Floresta, por R$ 6,76, e, a mais cara, no Avenida Central, por R$ 6,99. A elevação chega a 30 centavos quando comparado com as últimas duas semanas.
A gasolina aditivada, contudo, já não fica abaixo de R$ 7. O mínimo ficou em R$ 7,06, também na área central. Já o preço máximo do combustível ficou em R$ 7,49 – um aumento em torno de 70 centavos em comparação aos valores praticados há 15 dias.
O crescimento é ainda maior quando se fala no diesel, de quase R$ 1. Enquanto no início do mês de março era encontrado por preços entre R$ 6,69 e R$ 6,79, agora, o valor mínimo está em R$ 7,49, em postos do Centro e Floresta – porém, chega a R$ 7,76 e R$ 7,79 em outros estabelecimentos do Avenida Central.