Uma doença que atinge cães e animais canídeos, que pode deixar sequelas e até mesmo causar a morte. A cinomose aparece com maior frequência em períodos de frio, como é o caso do outono e inverno. E em Gramado, a Secretaria da Saúde acendeu o alerta, devido ao aumento de animais infectados com a doença.
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Foto: Divulgação
“Há mais ou menos um mês e meio, dois meses, começamos a ter muitos casos em cães domésticos. Como temos proximidade com as clínicas da cidade, elas nos passam”, diz a coordenadora do programa Posse Responsável, Laura Rossi.
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“Acreditamos que tenha subido em 80% o número de casos. Claro que no verão também tem casos, mas é no inverno que percebemos esse aumento”, completa.
Os cuidados foram reforçados em maio, quando veio o primeiro caso confirmado em graxaim, um canídeo silvestre. “Quando teve o primeiro caso em animal silvestre, tivemos que acender o alerta. E depois deste, tivemos mais dois. O que nos preocupa é que os graxains andam em bando, então é possível que outros estejam infectados, mas que ainda não tivemos contato”, explica.
Os animais silvestres foram encontrados já no último estágio da doença, com problemas neurológicos.
O primeiro contato com os animais que vivem nas áreas de mata do município são dos técnicos do Meio Ambiente. Eles quem estão realizando o monitoramento. Após, em caso de sintomas, o atendimento segue com a Saúde.
Sintomas, transmissão e importância da vacinação
Entre os sintomas que os cães podem ter estão secreção nasal e ocular, dificuldade respiratória, vômitos, diarreia e falta de apetite.
A transmissão ocorre através da inalação do vírus. Isso quer dizer que o cão pode contrair a doença ao cheirar a urina ou as fezes de outro bichinho contaminado. Mas as formas mais comuns que auxiliam na transmissão são o compartilhamento de brinquedos e até mesmo dos potes de comida e água.
“O graxaim foi infectado possivelmente pelos domésticos, por se alimentar em uma vasilha, ter contato em um terreno onde tinha o vírus. E são animais silvestres, neles não tem como a vacina ser feita. Eles estão mais predispostos a pegar e ser fatal”, frisa.
Apesar de existir tratamento, há também como prevenir. “A principal prevenção é a vacinação, essencialmente filhotes e animais imunossuprimidos ou que possuem doenças crônicas, que são mais vulneráveis. A aplicação é anual, assim como a vacina da raiva, que inclusive é obrigatória no município para todos os animais, está em lei”, coloca Laura.
O vírus fica no ambiente mesmo após o óbito do animal, por isso, se uma pessoa desejar fazer nova adoção de pet, deverá fazer todo o protocolo vacinal antes de inseri-lo no local.
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