abc+

R$ 13,8 MILHÕES

Gramado lança licitação para contratar empresa que executará obras de recuperação no bairro Piratini

Expectativa é que intervenções comecem a ser realizadas em junho; saiba os detalhes

Mônica Pereira
Publicado em: 14/05/2026 às 16h:36 Última atualização: 14/05/2026 às 16h:36
Publicidade

Muito aguardada pelos moradores do bairro Piratini, em Gramado, a obra de reconstrução das ruas Henrique Bertoluci, Afonso Oberherr e Guilherme Dal Ri está mais perto de começar. Atingidas pela catástrofe climática de 2024, as intervenções no local para evitar novos deslizamentos devem começar na segunda quinzena de junho.

Publicidade

CRIMES CONTRA O SISTEMA TRIBUTÁRIO: Fiscal da prefeitura de Canela é investigado por causar prejuízo de R$ 1,4 milhão para beneficiar escritório da esposa

Lançada licitação para execução das obras de reconstrução de três ruas no bairro Piratini, em Gramado



Lançada licitação para execução das obras de reconstrução de três ruas no bairro Piratini, em Gramado

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

Essa é a expectativa da prefeitura, que lançou, nesta semana, a licitação para contratar a empresa que executará as melhorias. A abertura das propostas está marcada para o dia 12 de junho, às 9 horas, e vencerá quem oferecer o maior percentual de desconto.

VOLUNTARIADO: A partir de itens que iriam para o lixo, Lions Clube Gramado realiza ações ambientais que são revertidas à comunidade

A obra está orçada em R$ 13,8 milhões – com R$ 12,9 milhões de repasse do governo federal e R$ 952,8 mil de contrapartida municipal – e contempla a reconstrução das ruas, assim como técnicas para contenção do morro, como solo grampeado, cortina atirantada, cortina com estacas justapostas e muro de gabião. Por fim, haverá a pavimentação das vias.

Conforme o Executivo, esta será a primeira etapa dos serviços e a previsão de conclusão dos trabalhos é de 18 meses. Após, começará a revitalização urbanística da localidade, chamada de Piratini Norte, com um custo estimado em R$ 28 milhões.

Publicidade

HOTEL E RESIDENCIAL: Empreendimento de Canela fecha parceria de saúde com hospital Albert Einstein

“Foi um trabalho árduo, complexo e que exigiu muita dedicação das equipes envolvidas até chegarmos nesta etapa. Foram meses de estudos e monitoramento da área, para que fosse possível desenvolver um projeto seguro e eficaz. Estive presencialmente em Brasília em várias oportunidades para viabilizar a captação de recursos e também recebemos lideranças do governo federal e da Defesa Civil Nacional aqui na nossa cidade, para mostrar os prejuízos e a necessidade de agilidade em todo o processo. Mesmo com a morosidade dos trâmites burocráticos no setor público, estamos avançando e, em breve, vamos dar respostas concretas para a comunidade do bairro Piratini com o início das obras”, projeta o prefeito Nestor Tissot, destacado que, assim que houver a definição da empresa responsável pelo trabalho de recuperação do bairro, a prefeitura deve realizar uma reunião com os moradores para detalhar o cronograma das obras.

Gramado lança licitação para contratar empresa que executará obras de recuperação no bairro Piratini
Publicidade

Exigências do edital 

O edital da licitação está publicado no Portal de Contas Públicas e no site da prefeitura. O documento apresenta todas as exigências para o futuro contrato com as empresas interessadas, incluindo a necessidade de atestados e certidões de capacidade técnico-profissional e técnico-operacional, comprovando a execução de, pelo menos, uma obra com características similares ou superiores à obra que será realizada no bairro.

DESENVOLVIMENTO: Gramado cria política pública para fortalecer inovação

Publicidade

Segundo o Executivo, após a abertura das propostas, há um prazo de recursos e impugnações para as empresas, de três dias úteis – desde que demonstrem a intenção no mesmo dia da licitação. Entre a homologação e a assinatura do contrato existe um prazo de dez dias.

Desde maio de 2024

Fissuras no asfalto começaram a aparecer em meados de abril e maio de 2024. Em pouco tempo, transformaram-se em crateras e as famílias que residiam no entorno precisaram deixar as casas. Por precaução, residências foram demolidas e 33 terrenos precisaram ser desapropriados. O investimento para as indenizações foi superior a R$ 8 milhões.

APÓS 53 ANOS DE ATIVIDADES: “Deus conduziu a gente”: Irmãs guanellianas se despedem da gestão do Oásis Santa Ângela em Canela

Publicidade

“Os movimentos eram, infelizmente, gradativos e de grande porte. A gente não conseguia freá-los”, disse, na época, o engenheiro civil Luiz Bressani, da BSE Engenharia, empresa contratada para realizar os estudos no local.

Publicidade