A Rua Nelson Dinnebier, nas proximidades do número 1.501, teve evacuação de cerca de 23 famílias, na última semana. No local, o asfalto começou a ceder e estruturas apresentaram rachaduras. Um prédio que fica no local foi interditado, segundo informações da Defesa Civil.

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação
Iria Pinto reside na via, porém, não nas quadras em que houveram as interdições. Durante reunião pública na Câmara de Vereadores de Gramado, neste sábado (25), a moradora apresentou ao público presente uma situação nova, localizada atrás de sua residência.
“Busquei várias vezes as secretarias, já fui no Planejamento, no Meio Ambiente, a Defesa Civil, Fala Cidadão, mas ninguém até agora foi lá. É um problema atrás da minha casa, onde foram construídos três prédios enormes, com muros de contenção. Quando percebemos, o muro está inchando e criando rachaduras. Se vier abaixo, vai ser uma grande tragédia para o Piratini. Mas ninguém ainda foi lá olhar. Meus familiares já me pediram para sair, eu não consigo nem dormir mais”, lamenta a moradora.
Ela solicita que geólogos estudem a localidade, para averiguar se é um perigo iminente. “O que precisa ser vistoriado são os prédios e o muro de contenção, antes que ocorra algo como no Três Pinheiros, porque lá onde estão os prédios, é uma encosta. Tem uma vizinhança grande ali”, explica Iria.
O Jornal de Gramado também perguntou à Prefeitura sobre a situação na localidade, mas não obteve retorno.
No bairro, há uma situação similar ao que ocorre no Planalto. A via fica abaixo do Alphaville, que está apresentando movimentação de terra. Em caso de queda de barreira, as residências no Piratini podem ser atingidas.
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