Uma programação especial, para incentivar, valorizar e desmistificar a amamentação. Estamos no Agosto Dourado, mês dedicado a campanhas de conscientização sobre a importância dessa troca de alimento entre mãe e bebê.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
E você sabe o por que o mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado? A cor está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno.
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Em Gramado, a programação está na 13ª edição e, até quinta-feira, dia 7, todos os postos de saúde realizaram atividades, conversas e momentos de descontração.
Luta histórica
Conforme a médica pediatra, Marcia Duarte, é preciso reverter um quadro que foi instaurado há muitas décadas. “A gente tinha uma realidade em 1986 de 3% de bebês amamentados no Brasil, baixíssimo, e não era muito diferente em outros lugares do mundo. As mudanças socioculturais que vieram com a revolução industrial, e com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, os leites industrializados, foram os principais responsáveis por esse cenário”, explica.
Desde 1990, a Organização Mundial da Saúde realiza ações em todos os países, para a retomada do aleitamento materno. Em 2024, a média nacional chegou a 45,8% de bebês amamentados até o sexto mês de vida, o que representa um avanço. A meta, até 2030, é chegar aos 50%.
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Em Gramado, até o quarto mês do bebê, essa média sobe para em torno de 65%. “Isso mudou bastante devido a esse trabalho que realizamos desde 2012, com equipe interdisciplinar, primeiro atendimento, olhar cada mãe com seu bebe”, conta a pediatra.
Benefícios da amamentação
A amamentação é importante para o desenvolvimento do bebê e reflete, inclusive, na saúde futura. A OMS recomenda que até os seis meses de idade, o único alimento ofertado aos bebês seja o leite materno. Junto da introdução alimentar, pode ser ofertado até os 2 anos ou mais.
“Auxilia na prevenção de alergias respiratórias, como asma e rinite, alergias alimentares, obesidade no futuro, alguns tipos de câncer, cria um vínculo com a mãe. Até na inteligência, pois toda parte de amadurecimento dos neurônios nos primeiros dois anos de vida, a substância que envolve esses neurônio no processo de maturação, existe no leite materno”, conta a pediatra. “Além dos anticorpos, para infecções múltiplas, não apenas no período amamentado, mas para a vida”, completa Marcia.
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O leite materno, ainda, diminui as taxas de mortalidade infantil em causas evitáveis em 13%.
Dificuldades podem ser sanadas com ajuda
A médica pediatra ressalta que “quase sempre há alguma dificuldade inicial no processo da amamentação”. “Mas, com conhecimento e manejo técnico é possível superar”, frisa. Com isso, em cada consulta, ela auxilia e apresenta às pacientes a posição em que o bebê deve ficar, para dar de mamar.
O motivo mais comum das mulheres desistirem é a dor. “No segundo, terceiro dia, essa dor geralmente acontece pela pega do bebê, que está aprendendo ainda e, não havendo um manejo, machuca”, finaliza.
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Na UBS Floresta, o serviço de laser é oferecido pelo SUS às pacientes que possuam alguma fissura ou machucado devido à amamentação. O procedimento auxilia na cicatrização e a indicação é feita tanto por médicos, quanto enfermeiros.