A moda que estará nas ruas no outono e inverno deste ano passou antes por Gramado. Entre os dias 28 e 30, a cidade recebeu a maior feira de negócios do segmento do País, reunindo mais de 800 marcas e grifes. Pelos corredores do Serra Park, lojistas – do Brasil e do exterior – puderam conferir tendências e adquirir os produtos que estarão nas vitrines nos próximos meses.

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Para o diretor da Fenim Fashion, Julio Viana, a projeção é que a edição deste ano seja de bons negócios para o setor, que está em um momento de compra por causa da necessidade de recompor os estoques.
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Com os últimos anos com temperaturas mais elevadas, Julio pondera que as empresas tiveram que se adaptar e até mudar de nicho. Atualmente, exploram peças com tecidos mais leves e de meia estação. “A expectativa é que tenhamos um inverno com clima mais frio, o que vai impulsionar o mercado”, destaca.
O diretor da feira aponta que é extremamente necessária a troca de experiências e a conversa entre expositores e lojistas. Por isso, a realização desse encontro de forma presencial é indispensável, segundo ele.
“Os lojistas precisam tocar no produto, conferir tecido, negociar preço. Não se faz isso por e-commerce com a mesma agilidade que presencialmente”, reforça Julio, frisando a participação de grandes redes de lojas.

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Outro ponto ressaltado pelo diretor é que os contatos realizados no evento costumam gerar negócios posteriores ainda maiores do que nos três dias de feira. Realizando eventos na região há mais de 40 anos, Julio acentua a qualificação de Gramado como destino turístico ao longo desses anos, além do fomento ao turismo de negócios. “Muitas pessoas trazem a família junto e ficam mais dias na cidade”, acrescenta.
Para a edição do ano que vem, a moda plus size deve ganhar evidência na feira, com espaços próprios. De acordo com o diretor, é um dos setores que mais cresce no mercado.
Aposta no couro

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Uma das marcas que expôs produtos no evento foi a JVL, que atua com moda feminina e masculina em couro legítimo. Com sede em Tapejara, no Rio Grande do Sul, já possui uma loja própria em Gramado, desde 2020, e se prepara para abrir mais uma – a sétima da marca.
O foco da empresa, conforme o diretor João Pedro Langaro, é trabalhar com revenda para lojistas multimarcas, mas também estão envolvidos com o varejo, em vendas on-line e nas lojas físicas.
Com intuito de promover a marca e produtos, as lojas ficam localizadas em destinos turísticos. “A gente vê Gramado muito identificada com o couro e o turismo de inverno”, diz. “Acreditamos no potencial da cidade, sempre tivemos um bom resultado com a loja e quisemos expandir para um segundo ponto”, adianta João Pedro.
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A JVL tem uma produção própria e possui um mix de itens de vestuário femininos e masculinos, assim como bolsas e acessórios. A marca existe há 28 anos e, em outubro do ano passado, passou por um reposicionamento, até trocando de nome – antes era Javali. Por isso, o diretor cita que participar da Fenim foi uma estratégia também de divulgação.

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Para João Pedro, o couro continua sendo uma grande tendência de moda, incentivada pelos desfiles de moda na Europa. “Há uns cinco anos que marcas como a Prada apostam no couro. Estamos vendo uma crescente muito alta nos produtos”, reitera. “As pessoas têm aquela ideia do couro pesado, mas hoje é um couro leve, praticamente um tecido”, corrobora. Nas lojas, as jaquetas variam entre R$ 1,2 mil a até cerca de R$ 3 mil.
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Por serem peças que possuem durabilidade vitalícia, o diretor da JVL reforça que os itens buscam detalhes mais modernos, mas em modelos clássicos. “Buscamos produzir peças que resistam ao tempo, tanto em qualidade como em modelagem”, menciona.