A Câmara de Vereadores de Gramado, neste ano, será presidida por Ike Koetz. O parlamentar do PP foi reeleito e decidiu se candidatar à presidência do Legislativo para fomentar temas como inovação no setor público e a participação popular.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Após as duas primeiras sessões do ano, a Câmara está em recesso – com o retorno das atividades legislativas marcado para o dia 17 de fevereiro. Mesmo neste período sem atos oficiais, os vereadores continuam se reunindo e debatendo projetos para a cidade.
Para Ike, o consenso entre os nove parlamentes que compõem o Legislativo gramadense, é que é preciso aumentar a participação da comunidade nas ações da Câmara. “É uma grande missão que a gente tem. A nossa função este ano é trabalhar para que as pessoas participem das atividades, seja nas sessões ordinárias, nas extraordinárias ou nas audiências públicas”, ressalta.
Para que isso se concretize, estratégias de comunicação estão sendo colocadas em prática. Para o presidente, é preciso adaptar a linguagem formal dos ritos para torná-la acessível a todos. “A gente não pode ficar fazendo as mesmas coisas esperando ter os resultados diferentes”, aponta.
Outra ação que será realizada é a de incrementar as funcionalidades do aplicativo da Câmara de Vereadores, que pode ser baixado nos smartphones. No app, há informações sobre a atuação dos parlamentares, assim como notícias do Legislativo e programas da TV Câmara.
“Estamos estudando trabalhar com inteligência artificial para auxiliar todo o setor administrativo, os vereadores e os assessores, inclusive, para facilitar a linguagem de uma proposta e que as pessoas entendam a importância do que está sendo feito”, endossa.
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Mediação e aprovação de projetos

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Com perfil conciliador, Ike já precisou mostrar o lado mediador. Nos primeiros dias de gestão, atuou nos trâmites entre o polêmico pedido de licença do vereador Jeferson Moschen e a convocação da suplente Fernanda Pereira Dias – ambos progressistas.
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“Sempre primo que a gente tenha o melhor convívio possível entre os parlamentares. A gente sabe que a política tem questões de ego e isso afasta, muitas vezes, que as pessoas conversem, olhem nos olhos. Como presidente, tenho esse compromisso, independente de partido. A Câmera tem que estar em clima bom pra ajudar a comunidade”, assegura.
Outro compromisso de Ike é garantir a transparência dos processos do Legislativo. Mesmo com uma Câmara sem oposição, ele assevera que todos os projetos serão analisados e discutidos. “Os vereadores vão estudar cada projeto que vai entrar nesta Casa. Se tivermos assuntos polêmicos, vamos chamar a comunidade para discutir. Se a população se apropriar dos assuntos da Câmara e ver o que cada um está fazendo, vai perceber que todos estão trabalhando pelo melhor da cidade”, ratifica.
Desburocratização
Como aprendizado da Secretaria da Inovação, Ike frisa que é preciso resolver as demandas que surgem da maneira mais rápida e eficaz. Por isso, afirma que existe uma busca constante pela desburocratização dos processos, com a utilização da tecnologia. “Temos 790 caixas no arquivo público na Câmara que não estão digitalizadas. Queremos colocar em prática a utilização de módulos do nosso sistema que facilitarão a comunicação com o Executivo”, atesta.
Um dos assuntos que está na pauta para ser resolvido é a utilização do Teatro Elisabeth Rosenfeld, que fica na sede do Legislativo. Com uso aberto à população para eventos, é preciso atualizar as regras para a utilização do espaço. “Queremos a comunidade aqui dentro da Câmara”, corrobora o presidente.
Escola do Legislativo
O presidente acentua que devem ser ampliadas as ações realizadas pela Escola do Legislativo. “Essa é uma ferramenta maravilhosa que a gente tem e que precisa ser trabalhada, porque não trata somente do programa Vereador Jovem, mas fica responsável por cursos de qualificação tanto dos parlamentares quanto seus assessores”, explica.
Além da atuação interna, Ike reforça que serão oportunizadas formações para o concurso público da cidade, que deve acontecer entre este ano e início de 2026. “Vamos realizar cursos abertos para quem quiser aprender sobre a lei orgânica, legislação, questões de português”, adianta.
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O setor também ficará com a demanda de auxiliar na condução das emendas impositivas, preparando as entidades para que entendam como elaborar os projetos.
Pronto para quando tiver oportunidade
Ike foi eleito como vereador pela primeira vez em 2020. Durante os últimos quatro anos, assumiu o cargo de secretário de Inovação. Na campanha do ano passado, já havia informado que, se fosse reeleito, permaneceria no Legislativo. Ike releva que tinha o sonho de ser presidente da Casa.
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“Foram muito bons esses anos no Executivo municipal, até para entender os caminhos. Foi uma curva de aprendizado muito acelerada. Eu entreguei um bom trabalho na Secretaria, e o bom trabalho se vê quando a gente entrega algo que possa ter continuidade. Esse era o meu compromisso”, diz. “Quando a gente fez a lei de inovação, estabelecendo um conselho municipal, fizemos isso para que a política pública independa da cabeça de um secretário”, complementa.
Para o vereador, assumir a presidência da Câmara no primeiro ano é um desafio. “Eu entendi que este primeiro ano seria fundamental para a organização administrativa. O primeiro presidente é o que mais sofre, com certeza, porque temos que treinar as pessoas que vão assumir os cargos, colocar tudo em ordem”, cita.
Sobre o futuro político, Ike reafirma que está focado nesses quatro anos de mandato como vereador. “Nos próximos anos, quero trabalhar incansavelmente, estando na rua e conversando com as pessoas. Esse é o nosso grande papel”, salienta. Entretanto, pondera que não deve ser candidato a vereador de novo.
“Quero trabalhar para estar pronto para quando uma oportunidade vier, seja de vice ou na majoritária. Só o tempo vai dizer, mas tenho total respeito às candidaturas que já se colocaram à disposição. Não me coloco a nada neste momento, mas não refuto a possibilidade”, sublinha Ike, ao atestar a vontade que tem de ser prefeito.