A tradição do campo e a valorização dos modos de fazer, com os costumes dos imigrantes que seguem até hoje nas mãos dos produtores locais. As comidinhas queridinhas dos turistas e moradores, a cuca e os pães com linguiça, que já são patrimônio de Gramado, poderão ter seus processos reconhecidos como patrimônio imaterial pelo governo do Estado e no País.
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Foto: PMG/Divulgação
Um projeto visa inventariar essa expressão cultural alimentar e a iniciativa foi apresentada na terça-feira (3), na sede da Secretaria da Agricultura de Gramado, em encontro que reuniu agricultores e produtores locais. A proposta é realizada pela empresa Clic, que deseja mapear as práticas alimentares que são tradicionais e preservadas pelas famílias descendentes de imigrantes alemães e italianos.
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Intitulado “Inventário das referências culturais da área rural das cidades de Gramado, Canela e São Francisco de Paula”, a ação também prevê a produção de cartilhas de educação patrimonial, que serão distribuídas em escolas públicas e entidades locais, além de oficinas educativas voltadas à valorização dessa herança cultural.
A iniciativa foi selecionada no edital de concurso da Secretaria estadual da Cultura, através da Política Nacional Aldir Blanc, no quesito Memória e Patrimônio, e recebe apoio do instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), das secretarias da Agricultura, Cultura e Turismo de Gramado e da Emater.
O secretário da Agricultura de Gramado, Eliézer Lima, destacou a relevância do projeto para o fortalecimento das comunidades rurais. “Preservar esses saberes é preservar a história viva das nossas famílias do interior. Esse reconhecimento valoriza quem mantém viva essa tradição todos os dias”, afirmou o secretário.
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“Prontamente apoiamos essa iniciativa porque queremos que essa cultura e esse modo de fazer dos pães, cucas e toda a culinária sejam reconhecidos e documentados”, completa Janete Basso, extensionista da Emater de Gramado.
“Vamos inventariar as famílias que são descendentes de imigrantes italianos e alemães para investigar práticas culturais que eles desenvolvem vinculadas à comida”, explica a especialista de patrimônio cultural, Fernanda Pereira.
Produtores locais celebraram a iniciativa. “Estamos contentes com esse apoio que a gente está recebendo da Prefeitura, do governo do Estado, porque esse projeto é muito importante”, afirmou Severino Ecker, vice-presidente dos Fornos de Gramado. “Mais gente vai conhecer os produtos que fazem parte da nossa história”, acrescentou Valdir Calhiari, vice-presidente dos Fornos da Várzea Grande.
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