E já está valendo. Entrou em vigor a lei que proíbe a distribuição gratuita das sacolas plásticas em Gramado. Desde a terça-feira, a comunidade precisa se adaptar na hora de fazer as compras. Caixas, ecobags ou sacos de papel são algumas das opções dos consumidores.

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Sacola plástica, agora, apenas comprando. Os saquinhos usados para embalar produtos a granel, como frutas, são permitidos para este fim, assim como aqueles que já estão embalados e vieram assim de origem.
Nos supermercados, a grande maioria, venderá pelo mesmo preço: R$ 0,10 a R$ 0,15. Mas há lugares que cobram menos e mais, inclusive, por um centavo, conforme pesquisa feita pela reportagem do JG.
A ideia da lei, ainda, é incentivar o uso consciente de outras formas de transportar a mercadoria. E esse era o cenário que se viu em estabelecimentos da cidade nessa semana.
Conforme um operador de caixa, a adesão na compra de materiais sustentáveis está bem dividida. Para o cliente Alceu Kleinkauf, a iniciativa é válida. “É interessante, ajuda a contribuírmos com o meio ambiente e evitar a poluição”, afirma, após ter comprado a sua primeira ecobag.
Nova proposição de lei
O vereador Joel Reis (Progressistas) protocolou na Câmara de Vereadores de Gramado projeto de lei propondo alterações na legislação. Segundo o vereador, que não é autor da lei original – a qual visa reduzir o impacto ambiental causado pelo plástico – o regramento tem gerado descontentamento entre os consumidores, que agora precisam pagar pelas sacolas plásticas para transportar suas compras.
Entre as alterações propostas, o projeto estabelece a proibição da distribuição gratuita de sacolas plásticas oxi-biodegradáveis, devido ao seu alto índice poluente de microplástico, permitindo a entrega de sacolas plásticas biodegradáveis e sacos verdes. O PLL ainda passará pela análise das Comissões Permanentes para ir à votação em plenário.
“Se aprovada, poderá trazer uma mudança significativa na forma como os estabelecimentos comerciais de Gramado lidam com a questão das sacolas plásticas. Ainda não está claro como essa proposta será recebida pelos outros membros do conselho municipal e pela comunidade em geral. No entanto, é evidente que a questão das sacolas plásticas em Gramado continua sendo um tópico de debate intenso”, diz o vereador.
“Embora a intenção da lei seja louvável, ela não deve resultar em custos adicionais para os cidadãos”, ressalta Reis.
Vale ressaltar que a lei foi aprovada em 2020 e, já em vigor passou por alteração em 2021, quando foi adicionada a proibição das sacolas biodegradáveis.