Uma safra histórica. Assim deve ser a colheita da uva, em Gramado, que se iniciou em janeiro deste ano. Pela área cultivada e produtividade, são esperadas em torno de 1,7 mil toneladas da fruta até o fim da vindima.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Com o calor e as condições meteorológicas registradas nos últimos meses, a uva adquiriu tamanho e doçura antes do previsto. Assim, as parreiras precisaram ser trabalhadas, com a retirada antecipada do fruto.
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Os números são comemorados, principalmente, quando comparados com os dados do ano passado. “Em 2024, a safra colhida nos meses de janeiro a março daquele ano, tivemos frustração de safra por fatores decorrentes do clima, onde a perda foi de aproximadamente 50%. Já em 2025 prospectamos uma excelente safra e até o momento está se confirmando, onde a fruta colhida se mostra com ótima qualidade e rendimento”, coloca a engenheira agrônoma e chefe do escritório da Emater/RS-Ascar, Janete Basso.
Economia familiar
Gramado conta com o cultivo de videiras em aproximadamente 90 propriedades, que utilizam para consumo próprio ou comercial. Conforme a Emater, são cerca de 90 hectares na cidade com disponibilidade de parreiras.
A colheita iniciou em janeiro das uvas americanas, estende-se agora em fevereiro com a espécie vinífera e até março das uvas de mesa.
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A produção, segundo Janete, é importante, principalmente, porque mexe com a economia familiar e também turística do município, buscada pelos visitantes que desejam ter a experiência de conhecer a produção e o resultado artesanal. “A comercialização é em especial local, como estabelecimentos daqui e venda direta nas próprias propriedades, pois a maioria delas está envolvida também no recebimento de turistas. A comercialização também acontece em feiras, em especial a Festa da Colônia e Vindima”, relata a engenheira agrônoma.
No total, Gramado conta com dez agroindústrias legalizadas e 11 marcas. Oito fabricam vinho, cinco fazem suco e uma faz vinagre e grappa.
A primeira safra comercial não será esquecida
A mais jovem vinícola de Gramado nasceu há, aproximadamente, 1 ano e meio. A Casa Tapera estreia no evento Vindima em Gramado deste ano e, de forma especial: com a primeira safra. “As parreiras são jovens e, tendo em vista as catástrofes climáticas do ano anterior, esta é considerada a primeira safra. Colhemos cerca de 30 toneladas”, conta o proprietário João Batista Caberlon.
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Foto: Déborah Mazzocchi/Divulgação
Entre as espécies cultivadas na propriedade, estão a bordô, niágara, merlot, lorena, gota de ouro e, ainda de forma inicial, da francesa. Com as uvas, produziram sucos e vinhos. “A partir do próximo ano pretendemos atender o consumo in natura também”, revela.
Apesar de ser a caçula das vinícolas na cidade, João conta que a ideia era antiga. “Na verdade, é uma continuidade dos meus pais. Sempre tivemos uvas e fizemos vinhos, mas para o consumo familiar. Há alguns anos, resolvi dedicar mais espaço às uvas e fazer disso uma atividade comercial”, conta Caberlon.
A ideia é aproveitar o potencial turístico de Gramado e da região e abrir a Casa Tapera para visitação. “Estamos finalizando a estrutura local para receber visitantes, o que comportará degustação de vinhos e sucos, algumas opções gastronômicas e espaço de lazer”, diz, reiterando que as expectativas são positivas.