Igrejinha comemora os 61 anos de sua emancipação neste domingo (1º). Conhecida por sediar a maior Oktoberfest fora da Alemanha, a cidade tem em sua essência o voluntariado. “São inúmeras entidades que fazem de Igrejinha a cidade do voluntariado. Foi o que ajudou a formar Igrejinha”, diz o prefeito Leandro Hörlle.

Foto: Prefeitura de Igrejinha/ Divulgação
Em 2024 a festa de 60 anos foi cancelada por conta da enchente que arrasou 70% da área urbana do município. Para deixar a festa de 61 anos marcada na história e também relembrar a catástrofe climática vivenciada, um monumento foi construído.
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O Marco da Gratidão, localizado junto à ponte Edmundo Kichler, foi entregue à população no início de maio. O objetivo é agradecer todos os voluntários que trabalharam em diversas frentes de atuação após a maior enchente do município, registrada no dia 2 de maio de 2024. “É muito mais do que uma placa de metal”, diz Hörlle.
Escolha do local
A escolha da ponte para abrigar a estrutura de metal teve o simbolismo do Rio Paranhana, que passou dos 6,36 metros de altura. Com isso, a água avançou pelo centro da cidade e inundou o Parque da Oktoberfest.
A ponte apresentou fissuras e rachaduras e bairros ficaram completamente alagadas. Dos cerca de 34 mil habitantes, aproximadamente 25 mil foram atingidos e 5 mil perderam tudo o que tinham.
Foram duas etapas de reforma na ponte Edmundo Kichler, a primeira começou no dia 28 de junho de 2024. A segunda foi executada no mês de julho e interrupções de trânsito foram necessárias, assim como um desvio no Rio Paranhana.
Gratidão aos voluntários
O prefeito reitera a gratidão que sente por todos que de alguma forma ajudaram na reconstrução do município. “Muitos voluntários vieram de fora e sem eles não seria possível concluir a reconstrução no tempo que foi.”
O gesto de um aperto de mãos foi o escolhido justamente para simbolizar o agradecimento da comunidade aos voluntários. “Essas pessoas não foram chamadas, elas vieram por conta própria. Não teríamos palavras suficientes para agradecer”, comenta o mandatário.
Um ano depois
O auxílio para a reconstrução chegou por meio de empresas, entidades e centenas de voluntários. Toneladas de doações chegaram ao município ao longo daquele mês de maio, que parecia interminável.
Um ano depois da catástrofe, Igrejinha está 100% reconstruída. “A vida voltou ao normal. As pessoas que perderam suas casas foram realocadas com o aluguel social ou optaram por outras opções. A economia também foi retomada, todas as empresas retornaram”, garante o prefeito.
Origem da cidade
A história do município começa 150 anos de sua emancipação, quando em 1814 Antônio Borges de Almeida Leães se estabeleceu no lote de terra que compreende os atuais territórios de Taquara, Igrejinha e Três Coroas. Mais tarde, a partir de 1846 imigrantes alemães passaram a se fixar no local, vindos principalmente de São Leopoldo, Dois Irmãos e da própria Alemanha.
Eles se espalharam pelas margens do Rio Paranhana, na chamada Colônia de Santa Maria do Mundo Novo. Eram três sessões: Baixa Santa Maria (Taquara), Média Santa Maria (Igrejinha) e Alta Santa Maria (Três Coroas). Os primeiros colonos eram abastecidos por um armazém conhecido como Casa de Pedra, construído na Média Santa Maria.
A história de Igrejinha é marcada também por conflitos entre imigrantes e índios, que terminou apenas com a intervenção do Exército Imperial Brasileiro. A origem do nome se dá por uma igreja de madeira, construída pelos moradores e inaugurada em 1863.
Tropeiros passaram a chamar a localidade de Igrejinha ao avistar o santuário. Até a emancipação o território pertencia à Taquara.
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