Uma iniciativa voltada à restauração de ecossistemas, com foco na produção de mudas nativas dos biomas Pampa e Mata Atlântica e na aproximação da comunidade com a preservação ambiental. Este é o projeto Viveiro Elo Verde, inaugurado pela Corsan na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Estância Velha, no bairro Industrial, nesta segunda-feira (15).
A estrutura possui estufa de germinação, áreas de sombreamento e rustificação das mudas, sistema de irrigação, reservatório de água e áreas de apoio. As visitas serão voltadas a escolas públicas, associações comunitárias, agricultores familiares e instituições locais.
Com objetivo de reforçar a importância do saneamento no cuidado com os recursos hídricos, proteção dos rios e manutenção da biodiversidade, a ação contou com visita das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) Presidente Kennedy, de Estância Velha, e Afonso Gomes de Carvalho, de Portão.
Enquanto aprendiam sobre uso consciente da água, conservação dos rios, compostagem, energia limpa, entre outros temas, os alunos tiveram acesso a oficinas sobre plantio, orientações sobre recuperação de áreas degradadas e ações de sensibilização ambiental, além de terem ganhado mudas de espécies de sua escolha.
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Entre elas estavam araçá-vermelho, araçá-amarelo, pitangueira, aroeira-salsa, tarumã, entre outras previstas para produção nos viveiros. As opções em cada um podem variar conforme a disponibilidade de sementes e as demandas de restauração ecológica.
Começando por Estância Velha, o projeto prevê a instalação de outros quatro viveiros nos municípios de Alegrete, Passo Fundo, Santa Maria e Rio Grande. O investimento total aproximado é de R$ 2,5 milhões, contemplando implantação, operação e ações junto às comunidades. O valor estimado para a implantação física de cada viveiro é de R$ 300 mil.
Criadora da iniciativa, a diretora de Sustentabilidade da Corsan, Liliani Cafruni, destaca o papel conscientizador. “Estamos inaugurando um espaço de educação ambiental que é conectado à nossa unidade de tratamento para que as crianças e a sociedade possam conhecer não só nossas instalações de tratamento de esgoto, mas também o projeto para plantio, para trabalhar a questão de recuperação de áreas degradadas e o cuidado do meio ambiente.”
“Ajudar o meio ambiente a ter mais oxigênio limpo”
Aluna do 4º ano da Emef Presidente Kennedy, Laura Lorgado, de 9 anos, não continha sua empolgação para aprender sobre a preservação do meio ambiente e conhecer as mudas disponíveis no viveiro. “Conhecer vai ser uma grande aventura, criança é cheia de energia e a gente ama muito plantar, estou muito ansiosa para aprender. A minha turma tá amando esse lugar porque sinceramente, além de ser bonito, é acolhedor. Nossa turma escolheu esse projeto para ajudar o meio ambiente a ter mais oxigênio limpo e os animais também, porque muitas frutas (que os animais comem) vêm das árvores.”
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Estudante do 3º ano da Emef Afonso Gomes de Carvalho, de Portão, Gustavo Koinaski, de 8 anos, aprendeu sobre a necessidade de preservar todas as espécies de plantas. “Eu conheci as plantas que são bem legais e vou levar algumas para casa, Araçá e Goiaba. Aprendi que não se pode colocar lixo nas plantinhas porque assim elas não vivem. É importante fazer o plantio porque as plantas dão respiração de graça, se não tiver planta nenhuma as pessoas morrem.”
Investimento de R$ 2,5 milhões
Inaugurado nesta segunda-feira em Estância Velha, o projeto Elo Verde terá unidades também em Alegrete, Passo Fundo, Santa Maria e Rio Grande. Com investimento aproximado de R$ 2,5 milhões, a rede terá capacidade para produzir até 50 mil mudas nativas por ano, destinadas à recuperação de áreas degradadas, compensações florestais, arborização urbana e projetos desenvolvidos em parceria com os municípios.
O principal diferencial do projeto é transformar recursos gerados pelo próprio saneamento em instrumentos de preservação ambiental. Parte do lodo proveniente do tratamento de esgoto, após processamento técnico e em conformidade com a legislação, poderá ser utilizada como componente de substratos e fertilizantes para o cultivo das mudas. A irrigação também utilizará água de reuso produzida pelas estruturas operacionais.
Na prática, o projeto cria um ciclo sustentável: o saneamento fornece insumos para o desenvolvimento das árvores, enquanto a vegetação contribui para proteger nascentes, recuperar áreas degradadas e fortalecer os ecossistemas. “Estância Velha é privilegiada com essa parceria com a Corsan, pois temos essa ETE, recebemos investimentos na cidade e agora, então, o primeiro viveiro de mudas. Sabemos que muitos outros ainda virão, mas o primeiro está sendo entregue aqui em Estância Velha”, destaca o prefeito Diego Francisco.