A Jornada Nacional de Inovação da Indústria teve início nesta quarta-feira (2). O local escolhido para receber a primeira caravana do evento, que percorrerá os 27 estados brasileiros, foi o Tecnonisnos, em São Leopoldo. O Rio Grande do Sul ainda será palco de mais três encontros: em Porto Alegre, no Tecnopuc, dia 4 de julho, em Caxias do Sul, no Tecnoucs, dia 5 de agosto, e, por fim, em Passo Fundo, no Instituto Aliança, dia 12 de agosto.

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
A jornada é uma realização da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria, no Rio Grande do Sul, com o Sistema FIERGS, e vai preparar os estados para a chegada do 11º Congresso de Inovação, que ocorrerá em março de 2026.
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Segundo a organização, a proposta da jornada é percorrer as cinco regiões do Brasil, de forma itinerante e integrada, para revelar, conectar e dar voz às ideias que embasam transformações ecológica e digital. A programação dos encontros estaduais contará com painéis, workshops e apresentações das empresas participantes, explorando desafios e oportunidades para a transição ecodigital. Na Região Sul, a Jornada também visitará os estados do Paraná e Santa Catarina. O primeiro encontro regional está marcado para os dias 11 e 12 de setembro, em Florianópolis (SC).
Gestor executivo do Tecnosinos, Silvio Bitencourt da Silva, destaca a importância de o parque tecnológico leopoldense receber o evento. “De alguma forma recebemos este convite como um desafio. Sabemos que a CNI realizará três eventos em cada um dos 27 estados, e começamos aqui por São Leopoldo com o entendimento que nós temos uma boa experiência e articulação com um evento deste porte, mas principalmente porque nós temos o que mostrar em termos de transição ecológica e transição digital para a indústria brasileira”, destaca.
Segundo ele, cerca de 170 pessoas se inscreveram no evento, que contará com uma programação das 9 às 18 horas e que reunirá palestras, workshops e tech pitches, além da apresentação de diversos cases de empresas de São Leopoldo.
“Muitos perguntam se o Tecnosinos tem relação com a indústria. Tem muita. As empresas que trabalham aqui, as empresas incubadas, em sua maioria prestam serviços ou desenvolvem soluções para a indústria brasileira. Este é um bom campo de atuação para todos nós”, completa Silva.
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“Entendemos que não só para o propósito da CNI, mas para São Leopoldo e região termos um momento como este, onde a gente cria uma vitrine para as empresas, para tecnologias aqui desenvolvidas, primeiro gera um orgulho para toda a cidade para toda a região, e em segundo mostra que é possível inovar e inovar com a perspectiva de se tornar cada vez mais digital e, mesmo assim, conciliar os desafios ecológicos”, frisa.
Conforme a CNI, a caravana itinerante contará com o apoio de comitês estaduais, formados por representantes das federações das indústrias, do Sebrae e de parceiros locais, para garantir que cada encontro reflita a identidade regional, com desafios e soluções que carregam suas especificidades locais. O superintendente de projetos de inovação da CNI, Carlos Alberto Bork, destacou a escolha do Rio Grande do Sul para o começo da jornada.
“Em questão de inovação, o Rio Grande do Sul é o segundo estado que encontra maiores soluções referentes à inovação, que desenvolve mais projetos de inovação. Começando hoje a jornada dentro de uma universidade porque aqui dentro estão os recursos, as pessoas, as competências que trazem as soluções, que vão propor as futuras soluções para esta indústria, para problemas climáticos e para transformação digital”, diz.
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“O Rio Grande do Sul, tem uma característica inovadora, por ser um povo aguerrido, que consegue propor soluções rapidamente, consegue fazer muito mais com muito menos, e isso é uma bela característica. Isso nos leva a ser rapidamente dinâmicos para propor soluções. E hoje não são só soluções no estado do RS, são para o Brasil, para o mundo, pois quando a gente fala de clima, de problemas climáticos, a gente está falando de um problema mundial”, analisa.
Simbolismo
Diretora-geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta. Também participou do evento e comentou sobre o começo da jornada pelo Tecnosinos.
“A jornada tem uma significância enorme neste contexto global de tanta modificação e de tanta revolução tecnológica, especialmente a partir da inteligência artificial. A jornada da inovação revela o que de melhor a gente traz dentro da indústria neste campo. Estamos felizes em termos este evento no Rio Grande do Sul e de começar por aqui, por São Leopoldo, por um parque tecnológico, isso também tem um simbolismo. A inovação a gente faz dentro da empresa tradicional, mas também a partir do surgimento de novas empresas e novas indústrias inovadoras, novas startups inovadoras. O auditório hoje estar cheio mostra a pujança também do Vale”, destaca.
O diretor técnico do Sebrae, Ariel Fernando Berti, classificou como um “grande momento” e um “pontapé inicial sensacional”, o começo da jornada por São Leopoldo. “Nós temos uma série de projetos no Sebrae, voltados para a indústria 4.0, e um dos nossos focos é a região do Vale do Sinos. Nós temos dois grandes projetos, a regional Sinos e a regional da Serra, que é aonde a gente sabe que tem uma concentração muito maior de pequenas e médias indústrias, e que precisam deste desenvolvimento, principalmente deste aspecto da indústria mais tecnológica, da indústria 4.0”, comenta.
Berti frisou também a importância do conhecimento tecnológico para a inovação. “É muito bom a jornada começar por São Leopoldo. Tem que se levar em consideração que o Rio Grande do Sul tem a maior concentração de doutores do Brasil por habitantes. Nós temos também aqui as maiores universidades do País e isso nos dá um know-how científico muito bom. E a inovação precisa deste aspecto científico, ela não se faz só por impulso, mas se faz com uma base de conhecimento tecnológico também”, analisa.
“Tem que aproveitar estas competências que nós temos no nosso Estado para fazer avançar todos os setores, não só a indústria, mas especialmente a indústria, porque a gente sabe que a indústria é um carro-chefe da economia, que ela quando vai bem, impulsiona o restante da economia, então a gente tem que aproveitar essa competência instalada aqui no Rio Grande do Sul para fazer o desenvolvimento”, completa.