O fenômeno La Niña deve começar a impactar a agricultura gaúcha entre o fim de novembro e o começo de dezembro. Conforme a meteorologista Estael Sias, da MetSul, é neste período que o Estado terá redução da chuva com precipitação abaixo a muito abaixo da média em algumas regiões.
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Foto: NOAA
No último boletim semanal da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, emitido na terça (18), a anomalia da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central-Leste (região Niño 3.4), estava em -0,7°C, ou seja, significa um La Niña de baixa intensidade (-0,5°C a -0,9°C).
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Ainda de acordo com Estael, mais a Leste, perto das costas do Peru e do Equador, a anomalia da superfície do mar na chamada região Niño 1+2 foi de -0,7°C. “Este é o menor valor nesta parte do Pacífico desde o final de setembro de 2024, o que é relevante porque essa zona em especial do oceano costuma ter impacto na chuva do Rio Grande do Sul, e quando se resfria neste época do ano, tende a reduzir a chuva no estado gaúcho”, pontua a meteorologista.
O que esperar em relação a chuva
A MetSul projeta que as últimas semanas de 2025 terão redução da chuva e déficit de precipitação em áreas mais ao Sul do Brasil, enquanto haverá aumento com excessos no Centro, afetando o Centro-Oeste e o Sudeste.
Mesmo irregular, a chuva seve seguir favorável entre a metade norte gaúcha e o Paraná. “Além disso, outro fato a ser levado em conta é o comportamento dos ventos ao redor da Antártida que deve favorecer chuva na maior parte do Centro do Brasil com uma fase negativa atualmente estabelecida por semanas na chamada Oscilação Antártica.”

Foto: MetSul