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DICA DE LEITURA

Livro resgata a história real de Menino Diabo, o pirata que aterrorizou a Colônia de São Leopoldo

Em obra de não ficção, jornalista revela o que há de verdade por trás das lendas sobre pirata que assolava os habitantes da região há quase 200 anos, e que teria deixado para trás um tesouro escondido

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 25/06/2026 às 11h:05
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Enquanto a Revolução Farroupilha sacudia o Rio Grande do Sul, um pirata aterrorizava os imigrantes alemães na Colônia de São Leopoldo. Saqueava propriedades, assassinava pais na frente dos filhos, debochava das viúvas e impunha torturas inimagináveis a desafetos.

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Ricardo Düren e seu novo livro, sobre o Menino Diabo | abc+



Ricardo Düren e seu novo livro, sobre o Menino Diabo

Foto: Divulgação

Seu nome era Antonio Joaquim da Silva, um português que virou lenda no Vale do Sinos por conta de suas atrocidades e pelo apelido peculiar: Menino Diabo. Menino pela baixa estatura, diabo pelas maldades que praticava contra seus prisioneiros.

A história é real

Mas essa história com contornos de lenda, que por muitos anos foi transmitida de boca em boca pelos mais antigos, é real. É o que mostra o mais recente livro-reportagem do jornalista e escritor Ricardo Düren, que em longa pesquisa localizou uma série de registros históricos que o ajudaram a reconstruir a saga do Menino Diabo nas imediações de São Leopoldo e também em outros recantos da então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.

O resultado desta pesquisa, que mescla documentos históricos, revisão bibliográfica e tradição oral, é o livro-reportagem Menino Diabo – O pirata português que lutou na Revolução Farroupilha, saqueou Rio Pardo, aterrorizou a Colônia de São Leopoldo, foi capturado por um ex-soldado de Napoleão Bonaparte e deixou para trás um tesouro escondido, já disponível para venda em formato impresso no site da editora Clube de Autores.

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O subtítulo do livro resume a epopeia do Menino Diabo em solo gaúcho. Düren relata que o pirata uniu-se aos farroupilhas, “não por simpatizar com os ideais republicanos, mas por ver na revolução uma oportunidade de ficar rico com sequestros e saques”.

Ao longo da obra, o jornalista narra em detalhes as andanças de Menino Diabo em solo gaúcho, cruzando a trajetória do corsário com os grandes momentos da Revolução Farroupilha e com os feitos dos líderes farrapos e imperiais. O livro é ilustrado com dezenas de pinturas da época e retratos dos principais personagens, além de apresentar linha do tempo e um infográfico que mostra quem é quem na história.

Saga épica

Em 222 páginas, Düren aborda a participação do Menino Diabo no cerco naval a Porto Alegre, o saque que promoveu ao ocupar Rio Pardo, episódios de corrupção e as atrocidades que praticou contra colonos alemães rondando lugarejos que depois se transformariam em municípios como Estância Velha, Morro Reuter, Dois Irmãos e Ivoti.

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E revela que dentre as vítimas do pirata estão membros de famílias tradicionais do Vale do Sinos – Kerber, Renner, Morschel, Hansen, Knierim… A trajetória do corsário também se cruza com a história de figuras célebres da colonização alemã, como Daniel Hillebrand, Hermann von Salisch e Maria Catharina Müller, futura matriarca da família Diefenthäler.

O desfecho de tantas brutalidades na colônia alemã foi a caçada implacável movida ao corsário por outra figura que se tornou notória no Vale do Sinos – o luxemburguês Mathias Mombach, fundador de Walachai, em Morro Reuter, que emigrou para o Rio Grande do Sul trazendo na bagagem a experiência de veterano das guerras napoleônicas.

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Tesouro escondido

“A pesquisa revelou uma história épica, quase mítica, mas real e com personagens reais, que aconteceu no Rio Grande do Sul naqueles tempos de turbulência. Uma parte obscura e quase esquecida da Revolução Farroupilha”, comenta o escritor.

Mas há um ingrediente a mais na história. Conforme Ricardo Düren, o livro também revela indícios de que há um fundo de verdade nas lendas sobre um tesouro, fruto dos saques do Menino Diabo, que o pirata teria deixado escondido: “O tesouro ainda deve estar por aí, só esperando o dia em que será encontrado.”

Serviço

O livro:

Menino Diabo – O pirata português que lutou na Revolução Farroupilha, saqueou Rio Pardo, aterrorizou a Colônia de São Leopoldo, foi capturado por um ex-soldado de Napoleão Bonaparte e deixou para trás um tesouro escondido (Clube de Autores, 2026, 222 páginas)

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O autor:

Santa-cruzense, Ricardo Düren é jornalista, mestre e doutor em Letras. É editor nos jornais Zero Hora e Diário Gaúcho. Entre outras obras, é autor de O Caso Kliemann e seus personagens misteriosos (2024)

Gênero:

Não ficção

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Formato:

Impresso

Valor:

R$ 78,73 (+ frete)

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Como comprar:

Acesse a página oficial do livro neste link

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