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INUSITADO

Lobisomem de Sentinela do Sul: Mulher chama polícia após ser atormentada há anos pela suposta criatura

Entenda caso que movimentou cidade com pouco mais de 5 mil habitantes

Publicado em: 26/01/2026 às 16h:12 Última atualização: 26/01/2026 às 16h:13
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Em caso de lobisomem, deve-se chamar a polícia? Foi o que uma moradora fez, na última semana, em Sentinela do Sul, na região da Costa Doce do Rio Grande do Sul.

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Moradora chamou polícia após suposto lobisomem tentar invadir a casa onde mora em Sentinela do Sul | abc+



Moradora chamou polícia após suposto lobisomem tentar invadir a casa onde mora em Sentinela do Sul

Foto: SevenStorm JUHASZIMRUS/Pexels

A cidade tem 5.306 habitantes, conforme o Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar das lendas sobre criaturas folclóricas serem comumente compartilhadas no interior do RS, não é comum que a polícia seja chamada para lidar com elas, conforme apurou a reportagem do ABCmais.

Na última sexta-feira (23), a Brigada Militar foi chamada para atender uma ocorrência um tanto inusitada. Uma moradora havia pedido ajuda pois acreditava que havia alguém tentando invadir a casa, forçando a porta.

Na data, os policiais militares vasculharam o local, mas não encontraram qualquer invasor ou indícios de que havia perigo. Ao perguntarem como ele seria fisicamente, a mulher se limitou a afirmar que não se tratava de um humano, mas sim de um lobisomem que estaria atormentando a família há anos.

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Assim, não encontrando alguém, “seja ele humano ou licantropo”, os policiais foram embora do local, conforme o boletim de ocorrência enviado ao g1. Ainda no momento do ocorrido, ela estaria acompanhada do filho, que é cego, e que teria confirmado se tratar de um lobisomem.

Ainda segundo a ocorrência, os oficiais afirmaram que “em caso de nova ocorrência podem acionar a guarnição novamente, mas como não dispomos do lendário caçador de monstros Van Helsing, pouco poderíamos fazer além da averiguação”, segundo o portal.

Em nota, o Comando Regional de Polícia Militar do centro-sul afirmou que o boletim de ocorrência feito no dia continha “expressões não condizentes com os valores e a ética policiais-militares previstos na Lei Complementar nº 10.990/97”.

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O caso agora é analisado disciplinarmente por conta das “expressões não condizentes com a ética policial militar” e por terem exposto as pessoas sem qualquer necessidade. 

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Leia a nota do Comando Regional de Polícia Militar do centro-sul na íntegra:

O Comando Regional de Polícia Militar do Centro-Sul vem a público informar que a confecção de um Boletim de Ocorrência no município de Sentinela do Sul, no qual constaram expressões não condizentes com os valores e a ética policiais-militares previstos na Lei Complementar nº 10.990/97, está sendo apurada ainda na data de hoje, com o objetivo de aprofundar a análise das circunstâncias, identificar eventuais responsabilidades e adotar as medidas cabíveis.

A guarnição foi acionada por uma moradora que relatou uma possível tentativa de invasão de residência, solicitando atendimento com brevidade diante do risco percebido. No local, após averiguação, não foi constatada nenhuma situação de ameaça ou presença suspeita, sendo informado pelos solicitantes que o fato estaria relacionado a uma figura de caráter folclórico, sem indícios concretos de perigo. Diante disso, a ocorrência foi encerrada após orientação, permanecendo a possibilidade de novo acionamento em caso de situação real que demande intervenção policial.

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